Quem sou eu

Minha foto
Sapucaia do Sul/Porto Alegre, RS, Brazil
Sendo frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já 69 certificados),sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para beniciodeltoroster@gmail.com

Pesquisar este blog

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Cine Dica: CINEMATECA CAPITÓLIO NAS GARRAS DE CHABROL

 A Cinemateca Capitólio exibe a partir do dia 14 de julho, terça-feira, o ciclo Nas Garra de Chabrol, com quatro obras emblemáticas de Claude Chabrol, um dos fundadores da Nouvelle Vague, incluindo seu longa-metragem de estreia, Nas Garra do Vício (1958). Realização da Coordenação de Cinema, Vídeo e Fotografia de Porto Alegre em parceria com a Embaixada da França, a Cinemateca da Embaixada da França no Brasil e o Institut Français, a mostra segue em exibição até o dia 26 de julho. Os filmes A Visitante Francesa, de Hong Sang-soo e Almas Silenciosas, de Aleksei Fedorchenko, seguem em cartaz.



O projeto de restauração e de ocupação da Cinemateca Capitólio foi patrocinado pela Petrobras, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES e Ministério da Cultura. O projeto também contou com recursos da Prefeitura de Porto Alegre, proprietária do prédio, e realização da Fundação Cinema RS – FUNDACINE.



CLAUDE CHABROL



Serão exibidos quatro filmes de Claude Chabrol: Nas Garras do Vício (Le Beau Serge, 1958), o longa-metragem de estreia, um marco inaugural pouco visto da Nouvelle Vague; Delegado Lavardin (Inspecteur Lavardin, 1986), uma habilidosa trama policial de sua elogiada fase dos anos 1980, Ciúme – O Inferno do Amor Possessivo (L’Enfer, 1994), uma refilmagem do lendário e nunca finalizado projeto de Henri-Georges Clouzot, e o político Mulheres Diabólicas (La Cérémonie, 1995), com Isabelle Huppert e Sandrine Bonnaire, considerado por muitos fãs a sua obra-prima. Todos os filmes serão exibidos em 35mm.



Desde os anos de crítica na revista Cahiers du Cinema, Chabrol defendia a renovação dos filmes de gênero como uma das principais necessidades do cinema americano. As qualidades de um novo cinema policial que o francês identificava em obras de cineastas como Otto Preminger, acabaram pautando, pouco depois, sua própria trajetória cinematográfica: a sofisticação da mise en scène, a fuga dos clichês no roteiro e a ideia de que o crime não deveria ser o elemento central. Dizia em entrevistas: meu interesse não estava em desvendar quebra-cabeças, mas em estudar o comportamento humano.



Dessa forma, a obra de Chabrol atravessou décadas com inúmeras obras-primas. O diretor iniciou a Nouvelle Vague no final dos anos 1950, se reinventou no final dos anos 1960 com thrillers magníficos, documentou o modo de vida francês, dos centros urbanos às pequenas cidades interioranas, quase sempre trabalhando a partir do cinema policial, em tramas que revelavam segredos de crimes e assassinatos, mas também sobre a cultura de seu país. Foi responsável, também, por alguns dos melhores papéis de grandes atores e atrizes do cinema francês: Jean-Claude Brialy, Bernardette Lafont, Stephane Audran, Michel Bouquet, Isabelle Huppert, Sandrine Bonnaire, entre outros.



FILMES





NAS GARRAS DO VÍCIO

Le Beau Serge (França 1958). De Claude Chabrol. Com Bernadette Lafont, Jean-Claude Brialy. Em preto e branco/93’.



Convalescente, François volta para Sardent, um vilarejo do rio Creuse, onde passou a infância. Ele reencontra seu amigo Serge, que se tornou alcoólatra desde a morte de primeiro filho que nascera com problemas. François fica penalizado com a brutalidade de Serge com Yvonne, sua mulher, de novo grávida. Ele tenta em vão levar o amigo para o bom caminho. Assim, quando Yvonne está para dar à luz sozinha, François sai à busca de Serge e consegue trazê-lo para junto de sua mulher na hora em que põe no mundo seu filho, um filho normal.

 

DELEGADO LAVARDIN

Inspecteur Lavardin (França 1986). De Claude Chabrol. Com Bernadette Lafont, Hermine Clair, Jacques Dacqmine, Jean Poiret, Jean-Claude Brialy, Jean-Luc Bideau. Em cores/100’.



Raul Mons, escritor católico muito famoso, leva uma vida pacata com sua mulher Helena, sua filha - uma linda adolescente chamada Veronique - e o irmão de Helena, Claude Alvarez. Certo dia, Raul Mons é encontrado morto, assassinado numa praia, totalmente nu, com a palavra "porco" escrita sobre sua nádega. O delegado Lavardin é enviado no local para fazer um inquérito sobre o crime.



CIÚME – O INFERNO POSSESSIVO DO AMOR

L'Enfer (França 1994). De Claude Chabrol. Com Emmanuelle Béart, François Cluzet, Thomas Chabrol. Em cores/100’.



Depois de comprar a "residência do Lago", Paul se casa com a deslumbrante Nelly. Os negócios prosperam e a vida do jovem casal parece um sonho. Contudo, Paul está cada vez mais tenso e irascível. Ele começa a tomar soníferos e uma voz interior semeia a desconfiança. Paul torna-se ciumento e suspeita que Nelly o esteja traindo. Seu desespero aumenta na mesma medida do exaspero de Nelly. O sonho chega ao fim quando o ciúme de Paul degenera em paranóia violenta e cruel. Refilmagem de Chabrol do famoso filme interrompido de Henri-Georges Clouzot.



MULHERES DIABÓLICAS

La Cérémonie (França 1995). De Claude Chabrol. Com Isabelle Huppert, Sandrine Bonnaire, Virginie Ledoyen. Em cores/111’



Discreta e calada, Sophie é escolhida pela rica família Lalièvre para tomar conta de sua mansão e faz amizade com a curiosa e intrometida Jeanne, dona do correio local. O problema é que Jeanne tem inveja dos Lalièvre e arquiteta um plano para prejudicá-los.

Nenhum comentário: