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Sendo frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já 69 certificados),sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para beniciodeltoroster@gmail.com

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terça-feira, 14 de abril de 2015

Cine Especial: Blaxploitation – O Cinema Negro Americano dos Anos 70: Parte 1



 Nos dias 23 e 24 de abril, estarei participando do mais novo curso do Cine Um, intitulado Blaxploitation – O Cinema Negro Americano dos Anos 70, que será ministrado pelo escritor e critico de cinema César Almeida que, por sua vez, já ministrou outros cursos como Mestres & Dragões: A Era de Ouro das Artes Marciais no Cinema e Sam Peckinpah – Rebelde Implacável. 
Enquanto os dias da atividade não chegam, irei postar por aqui sobre os melhores filmes desse subgênero que, posteriormente, influenciou futuros cineastas como Spike Lee e Quentin Tarantino.  
 
SHAFT

Sinopse: O detetive John Shaft (Richard Roundtree) investiga uma guerra de gangues no Harlem quando é contatado por Bumpy Jonas (Moses Gunn), o líder da máfia negra. Bumpy quer que o detetive encontre sua filha, que foi sequestrada. Agora aliado do mafioso, Shaft descobre que o rapto foi coisa da máfia italiana, que deseja tomar o território dos negros.
O filme causou sensação  na época de seu lançamento, pois de uma forma até então inédita, o negro não era jogado ao papel bandido em um filme policial. Interpretado por Richard Roundtree, o personagem acabou marcando o por toda a sua vida e tornou-se um dos mais importantes da história do cinema, não somente por sua relevância da cultura pop da época, mas também por saber sintetizar o que acontecia naquele período. Shaft é sempre lembrado como carro chefe da onda Blaxpoitation, o subgênero que surgiu na década de  70, influenciando cineastas futuros (como Tarantino) e destacando a  ascensão social dos negros nos grandes centros urbanos americanos.
Esse público necessitava de filmes que os identificasse com sua realidade em que eles viviam, e assim surgiu Shaft. Grande sucesso bilheterias, ainda assim, recebeu algumas críticas de até mesmo de ativistas negros na época, que acusaram o filme de estereotipar os personagens, e não se aprofundar em questões raciais do período. Na realidade, não havia nenhuma intenção disso. Explicasse: se fosse feito de alguma outra forma, o longa com certeza perderia o seu maior forte que é o roteiro. Foi Shaft que abriu caminho  para sucessos seguintes, como Um tira da pesada, com Eddie Murphy; e Faça a coisa certa, de Spike Lee na década de 80. Shaft marcou tanto a cultura americana, que, em 2000, o filme entrou para o National Film Registry do Congresso Americano, por sua relevância histórica e estética para a nação.
Após o grande sucesso, duas continuações foram produzidas para o cinema nos anos seguintes, Grande Golpe de Shaft (Shaft’s Big Score) e Shaft na África, ambas com Richard Roundtree no papel principal. A primeira ainda rendeu frutos e faturou alto em termos de bilheteria, mas a segunda deu até prejuízo para o estúdio. Após os filmes, foi criada uma série de TV, que também passou longe do sucesso. E, em 2000, o personagem John Shaft voltou às telonas, interpretado por um veterano, Samul L. Jackson. Apesar da força da refilmagem e um bom sucesso de bilheteria, o ator recusou em estrelar uma sequência.

  
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