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Sendo frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já 65 certificados),sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para beniciodeltoroster@gmail.com

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sexta-feira, 30 de maio de 2014

Cine Especial: QUADRINHOS NO CINEMA: UMA HISTÓRIA QUADRO A QUADRO: Parte 2



Nos dias 10 e 11 de Junho, eu estarei participando do curso Quadrinhos no cinema: Uma História quadro a quadro, criado pelo Cena Um e ministrado pelo autor da "Enciclopédia dos Quadrinhos" (Editora L&PM) André Kleinert. Enquanto o curso não chega, por aqui estarei fazendo uma retrospectiva das melhores adaptações das HQ para o cinema e sobre o que mudou para aqueles que curtem essas duas artes de contar historias.

 

DE UM ESTOURO PARA UM STOP



Quando os filmes de Superman começaram a fazer sucesso nos cinemas, muitos acreditaram que viria por ai uma grande leva de adaptações dos HQ para o cinema. Mas não foi bem assim. O grande problema dessas adaptações para a década de 80  é que exigira um alto risco e investimento, no qual muitos estúdios não quiseram arriscar.
Basta pegarmos como exemplo Superman de 78: rodado para serem dois filmes, a produção se tornou a mais cara da historia na época (em torno de 60 milhões segundo a inflação atual) e somente deu certo porque Richard Donner sempre fez questão de injetar verossimilhança na historia e que fizesse com que o publico comprasse a idéia de que um homem poderia realmente voar. Com isso, houve algumas adaptações, mas que beiravam ao ridículo e somente poucas sobreviveu ao tempo.
Contudo no final dos anos 80, a Warner se arrisca numa super produção milionária comandada por Tim Burton, que foi Batman, gerando uma grande bilheteria e um enorme sucesso de marketing que não se via desde Star Wars. Abaixo, confiram as principais e melhores adaptações de HQ para o cinema na década de 80.  

(1980)Flash Gordon



Sinopse: Quando o imperador Ming (Max Von Sydow) está a invadir o planeta terra e o fim está no próximo. é Flash Gordon (J. Jones) e a sua esposa Dale Arden (Melody Anderson) fica a saber que está a ser invadir com a ajuda do cientista Dr. Hans Zarkov (Chain Topol) e viaja pelo planeta Mongo. Juntamente com Barin (Timothy Dalton) e a bela e a misteriosa princesa Aura (Ornella Muti).



Filme que tinha tudo para ser esquecido mas que acabou virando cult. Dino De Laurentiis é que teve a idéia de lançar o longa-metragem "Flash Gordon", estrelado por Sam J. Jones no papel principal, Melody Anderson como Dale Arden, Chaim Topol como Dr. Zarkov, Max von Sydow como Ming, Timothy Dalton como príncipe Barin e Ornella Muti como Aura. Embora não tenha sido um sucesso de crítica, o filme ganhou certo destaque por sua trilha sonora, composta e interpretada pela banda Queen. 
Ao longo dos anos, por seu estilo afetado, o filme ganhou o status de "cult" entre os fãs de ficção científica. Muitas de suas falas são cheias de duplos sentidos, e este senso de humor que o permeia contribuiu fortemente para a afeição coletiva que a lembrança do filme desperta. Um bom exemplo disto é o ator Brian Blessed, que até hoje ainda é lembrado pelo público britânico por seu papel de príncipe Vultan no filme, embora desde então ele tenha feito inúmeros outros trabalhos sérios em cinema, teatro e televisão.



(1982)Conan: O Bárbaro


Aventura épica de John Milius se tornou um filme a frente do seu tempo



Sinopse:Conan (Arnold Schwarzenegger), ainda jovem, vê sua aldeia ser aniquilada por um demoníaco feiticeiro chamado Thulsa Doom (James Earl Jones) e seus pais serem assassinados na sua frente por ele. Disposto a vingar-se, desenvolve uma incrível força física e parte em busca da liga de aço, que fará com que sua espada se torne lendária.



Primeiro grande sucesso da carreira de Arnold Schwarzenegger e sem duvida um dos melhores trabalhos de John Milius. Conan foi o primeiro filme baseado em HQ com teor mais adulto e explicito, não faltam cenas de violência e de sexo o que acabou causando o afastamento do publico mais jovem, isso graças ao roteiro mais adulto feito por Oliver Stone, mas o filme é sem sombra de duvida uma grande aventura épica na fictícia era Nórdica. Momentos sublimes como o massacre de uma vila no inicio do filme e os primeiros minutos de Arnold como Conan são apresentados de forma fantástica e inesquecível, aliado a uma poderosa trilha sonora. Destaque para o extraordinário desempenho de James Earl Jones como o vilão Thulsa Doom que simplesmente rouba a cena a cada momento que surge e de pontas curiosas como de Max von Sydow (O Exorcista). Teve uma continuação inferior, mas nada que tire o brilho desse grande filme.


Curiosidades: A empresa Mattel era a responsável por produzir brinquedos em torno de Conan, mas após assistir ao filme seus executivos acharam melhor não associar a empresa a um filme com tanta violência e apelo sexual. Deste modo, a Mattel resolveu criar um personagem próprio baseado em Conan, He-Man, criando também uma série de desenhos animados baseado no personagem.
Apesar de Conan e Valeria serem vistos juntos durante grande parte de Conan, o Bárbaro, ele apenas fala a ela 5 palavras em todo o filme, sendo que isto ocorre logo nos 30 primeiros segundos em que se encontram pela primeira vez.

 

(1988)AKIRA



Sinopse: Após a Terceira Guerra Mundial, em 2019, a cidade japonesa de Tóquio, reconstruída, recebe um novo nome, Neo-Tóquio, e vira um palco de decadência, subversão e violência. Keneda é um adolescente das ruas, líder de uma gangue em constante combate com outras quadrilhas, e numa dessas lutas ele conhece uma estranha criança que explode a moto de Tetsuo, seu amigo, deixando-o ferido. Uma tropa do exército captura Tetsuo e o leva para um laboratório militar, no qual ele desenvolverá incríveis poderes paranormais.



Depois dessa animação japonesa, o mundo da animação jamais foi o mesmo. Desenho de extremo impacto visual baseado na série de quadrinhos japonesa de grande sucesso cujo o autor é tambem o diretor do filme, mesmo com algumas mudanças no enredo no geral é fiel a historia original. Tecnologia em computação grafica assegura um resultado surpreendente e criativo. Ação intermitente, com doses cavalares de violencia (sangue, morte e violencia em câmera lenta) e uma brilhante trilha sonora.   

Curiosidades: Em uma afirmação polêmica, Katsuhiro Otomo diz que o “fim” de Akira, visto tanto em mangá quanto em animação, não é o verdadeiro fim da história, alegando que nunca chegou a concluir a saga de fato. Então, o que ainda poderia acontecer? Talvez nunca se saiba... 
Nos Estados Unidos, Akira teve dublagens diferentes, de quando foi lançado pela primeira vez, em 1989, pela Streamline Pictures; e no lançamento da versão em DVD, em 2001, pela Pioneer. Nenhum dos dubladores que trabalhou numa versão esteve presente na outra. A dublagem utilizada pela Streamline, aliás, não foi criada pela companhia americana, mas comprada por ela, pois havia sido produzida para a exibição do longa japonês em língua inglesa em Hong Kong.



                           (1989)BATMAN 


sinopse: Em Gotham City, um milionário (Michael Keaton), que quando jovem teve os pais assassinados por bandidos, resolve combater o crime como Batman, o Homem-Morcego. Mas o vilão Coringa (Jack Nicholson) decide dominar a cidade e se torna um grande desafio para o super-herói.

Um dos maiores sucessos da Warner na época. Quando o filme foi lançado, o estúdio lançou uma propaganda de proporções épicas que não se via desde Star Wars e com isso arrastou mais e mais pessoas ao cinema. O filme foi a primeira superprodução de Tim Burton que por sua vez, não teve 100% de sua liberdade criativa, contudo, sua escolha de Michael Keaton para o protagonista foi preservada, apesar das criticas que recebeu. Jack Nicholson brilha com sua versão de Coringa, apesar de que é o próprio ator brincando de Coringa em alguns momentos. Visual e trilha sonora arrebatadores que marcaram época, o filme gerou mais três sequências e serviu de inspiração para a criação de um desenho animado de muito sucesso pelo canal Warner.
 
Curiosidades: A atriz Sean Young era quem inicialmente interpretaria a personagem Vicki Vale. Entretanto, Young fraturou a clavícula durante as filmagens, em uma cena em que precisava montar um cavalo juntamente com Michael Keaton. Ela terminou sendo substituída por Kim Basinger no filme e a cena em questão foi excluída do roteiro.
Ao idealizar os cenários que viriam a compôr a cidade de Gotham City, a intenção do diretor Tim Burton e sua equipe era dar cidade o clima mais gótico e desolado possível que uma metrópole poderia ter.
 


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Cine Dicas: Estréias do final de semana (30/05/14)



Malévola



Sinopse: Malévola é a história não contada da vilã mais icônica da Disney do clássico de 1959 A Bela Adormecida. O filme revela os eventos que endureceram o coração de Malévola e a levaram a amaldiçoar a bebê Aurora.



No limite do amanhã




Sinopse: A Terra foi tomada por uma raça alienígena e Bill Cage um soldado inexperiente que é enviado sem treinamento ou equipamento morre em combate mas leva um dos invasores com ele. Inexplicavelmente Cage acaba preso no tempo condenado a reviver esta data repetidamente. A cada morte Cage se torna mais forte e adquire mais conhecimento uma oportunidade de descobrir a chave para a aniquilação dos invasores e salvação da Terra. Cage também contará com o apoio da guerreira Rita Vrataski.



Os homens são de Marte. . . E é para lá que eu vou




Sinopse: Ironia. Essa é a definição ideal para a situação de Fernanda de 39 anos que trabalha organizando a cerimônia mais importante do imaginário feminino o casamento mas é solteira. Forte devota do amor a produtora lida com os mais diversos tipos de homem e reserva grande parte do seu tempo à procura do par perfeito.

 

Setenta




Sinopse: 1970, ditadura militar. Um grupo de 70 presos políticos, membros das mais diversas organizações, é enviado ao Chile como exigência para a libertação do embaixador suíço Giovanni Enrico Bucher por parte de seus seqüestradores. 40 anos depois, entrevistas com parte dos ex-presos retratam sua identidade, sua visão acerca da política naquela época e seus projetos para o futuro.



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quinta-feira, 29 de maio de 2014

Cine Dica: Em Cartaz: X-Men: Dias de um Futuro Esquecido


“Um homem pode ocasionalmente tropeçar na verdade, mas na maior parte das vezes ele se recupera e vai em frente".
”Winston Churchill


Sinopse: A formação definitiva de X-Men luta uma guerra pela sobrevivência da espécie em dois períodos de tempo em X-Men: Dias de um Futuro Esquecido. Os amados personagens da trilogia X-Men original juntam-se aos seus jovens de X-Men: Primeira Classe em uma batalha épica que deve mudar o passado para salvar o futuro.



Sempre nos pegamos pensando sobre na possibilidade de voltarmos no tempo e dizermos para nós mesmos não cometermos determinados erros que corroem os nossos pensamentos. Contudo, o ser humano nasceu para errar, para cair e aprender a não ir ao mesmo caminho que errou. X-Men: Dias de um futuro esquecido é mais ou menos isso, sobre o fato de ter a chance de voltar no tempo e consertar as coisas, mas como um determinado personagem fala durante uma parte do filme, mesmo jogando uma pedra na água e criando ondulações, o rio irá prosseguir em frente.
Basicamente, o mais novo filme dos heróis mutantes é sobre a segunda chance que todos merecemos ter um dia, independente se formos bons ou maus, pois temos o direito de escolher e ter (talvez) um futuro melhor. Baseado na clássica HQ escrita por Chris Claremont e desenhado pelo canadense John Byrne vemos aqui os heróis no futuro, sendo massacrados pelos robôs Sentinelas, que são incumbidos de exterminar os mutantes, mas ao mesmo tempo exterminam os humanos que podem um dia gerar seres com o fator X. Numa decisão de desespero, Charles Xavier (Patrick Stewart) pede a Kitty Pryde (Ellen Page) usar os seus poderes, para enviar a consciência de Wolverine (Hugh Jackman) no seu corpo do ano de 1973, para impedir Mística (Jennifer Lawrence) em matar um industrialista das armas, Bolivar Trask (Peter Dinklage), pois se ela fizer isso, irá desencadear os eventos que irão nascer o futuro apocalíptico para toda a humanidade. 
Ao lado de Longa, vemos o ano de 1973, em meio à cultura e questões políticas que agitaram aquela época. Assim como X-men : Primeira Classe, Brian Singer decide de uma forma inteligente unir ficção com a realidade, fazendo o espectador de primeira viagem a se familiarizar facilmente com os fatos verídicos vistos na tela. Ao mesmo tempo, vemos o herói tentando convencer as versões jovens de Xavier (James McAvoy), Hank McCoy / Fera (Nicholas Hoult) e logo depois Magneto (Michael Fassbender), a convencer Mística a não prosseguir com a sua missão. Com isso, tanto os eventos de 1973 são entrelaçados com os eventos do futuro e no decorrer do filme, ambas as épocas dependeram uma da outra.
Embora ajam inúmeros personagens e muita informação, os roteiristas foram hábeis em não deixar a trama confusa, criando um começo, meio e fim bem amarrados e apresentando novos personagens para o publico de primeira viagem, mas que serão bem reconhecíveis para os fãs de carteirinha. Das novas caras, sem duvida nenhuma Pietro Maximoff / Mercúrio (Evan Peters) é o que rouba cena. Quando ele é convocado pelo Wolverine a tirar Magneto de uma prisão, ele imediatamente usa os seus poderes de alta velocidade de uma forma jamais vista no cinema e fazendo com que o famoso efeito especial Bullet-time, visto pela primeira vez em Matrix, chegue finalmente em um novo patamar.
Em meio a tantas caras, mesmo com o famoso Wolverine sendo o responsável pela movimentação dos peões, James McAvoy e  Michael Fassbender é que sempre roubam a cena, principalmente quando ambos estão contracenando juntos. Numa relação de amor e ódio, onde a suas opiniões diferentes com relação a sua raça os separam, ambos descobrem que ainda tem  muito que aprenderem um com o outro, principalmente consigo mesmos. Xavier é um que se sente fragilizado e desacreditado no que antes defendia e para voltar novamente aos trilhos, precisara ouvir, não somente as palavras de apoio de Longa, como também da sua própria contra parte do futuro (Patrick Stewart). Numa das mais belas cenas do filme, vemos ambos os atores contracenando e fazendo a gente acreditar que os personagens são realmente a mesma pessoa, numa sequência que coloca na mesa, se o protagonista deve acreditar no seu destino ou aceitar que as suas ações nascem através da sua escolha.
Destino ou escolha?  Eis que essa decisão também cai nos ombros de Mística: personagem bem aproveitada na trilogia original, mas que aqui interpretada por Jennifer Lawrence, ganha contornos dramáticos nos quais faz com que a sua personagem tenha o seu melhor momento no cinema. O ato final, com direito a incríveis efeitos visuais e ação vertiginosa que ocorre em Washington, são verdadeiramente dramáticos e somente serão concluídos com uma simples escolha de Mística. 
Falando no final, adianto que X-Men: Dias do futuro esquecido nos brindas com um dos melhores finais de toda a cine série e ao mesmo tempo passa uma borracha em quase tudo que já foi apresentado anteriormente. Ou seja, se alguém não gostou do destino de algum personagem visto nos filmes anteriores, principalmente em X-Mem 3: Confronto final, pode se sentir presenteado e aliviado ao ver velhas caras conhecidas de volta no universo X. Se a viagem no tempo vista no novo Star Trek serviu para se criar uma linha do tempo alternativa, aqui praticamente acontece o mesmo, mas de uma forma bem melhor e muito bem vinda. 
X-Men: Dias do futuro esquecido não é somente um dos melhores filmes de aventura e ficção no ano, como também passa uma mensagem sobre a segunda chance que todos nós merecemos ter algum dia. Brian Singer teve a sua segunda chance retornando ao universo X e faz do seu retorno um trabalho muito bem vindo aos olhos dos fãs. 

NOTA: Não saia do cinema até passar todo os créditos do filme e ver uma cena extra que irá revelar a futura nova ameaça que os nossos heróis irão enfrentar numa inevitável sequencia. 


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