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segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Cine Dica: SOLIDÕES


Sinopse: Com Vanessa Giacomo no elenco, o cantor e compositor Oswaldo Montenegro lança novo longa. "Solidões" vai do riso ao drama, do musical ao documentário, da comédia romântica à sátira cruel, em questão de segundos, sempre com a solidão focalizada com humor e emoção em todos os seus aspectos. O roteiro, a direção e a trilha são assinadas pelo artista.

Em seu segundo longa metragem (o primeiro foi “Léo e Bia") Osvaldo Montenegro  explora várias facetas da solidão, que aliás, esta presente em algumas de suas musicas. Em pouco mais de uma hora e meia de projeção, somos pegos a uma enorme teia de eventos, de inúmeros personagens, onde o principal tema é a solidão desses seres:  o homem (Pedro Nercessian) que encontra uma versão sua vinda de uma realidade alternativa. Uma garota (Vanessa Giácomo) que tem amnésia após (segundo ela) ter tido um ataque de raiva. Um garçom (Eduardo Canto) que coleciona frases e compartilha com uma solitária no bar (Kamila Pistori). Musico cheio de talento tentando a sorte o quanto pode na cidade carioca e dentre outras historias.    
O roteiro feito pelo próprio cantor, usa inúmeras metáforas para se discutir os inúmeros significados sobre a solidão. Algumas acertam ao adicionar uma grande dose de profundidade e que fazem o espectador se emocionar, principalmente na participação de figuras ilustres do nosso país, como o nosso velho palhaço Cocada.  Claro que nem todas as passagens onde se procura o significado da solidão ou sobre o que é solitário na vida, acaba meio que soando forçado demais. Bom exemplo disso é quando o personagem de Pedro Nercessian conversando com sua contra parte, cita inúmeras coisas que são solitárias, mas que por vezes não faz muito sentido. 
Em contra partida a trama é repleto de frases engenhosas. Exemplo: "Ilha é aquele pedaço de mim que sobrou de tudo o mais que foi destruído". Além disso o filme é repleto de musicas inspiradas, nas quais a maioria delas é composta ou cantadas pelo próprio cantor. É com essas musicas, mais a trilha sonora e uma fotografia caprichada, é que fazem com que o filme jamais perca o ritmo.  
Não há como se esquecer da engenhosa montagem feita  pela equipe, que faz com que as inúmeras sub-tramas fluem muito bem uma sobre a outra e jamais fazendo com que o espectador se perca durante o percurso. Devido a isso, o filme pode soar até mesmo como um verdadeiro clipão, ou um musical, mas no saldo geral o filme é uma mistura de tudo um pouco, chegando até mesmo em algumas passagens parecer um documentário. Bom exemplo disso são os depoimentos de pessoas comuns sobre o que é para elas o significado da palavra solidão, sendo que algumas são emocionantes e outras muito engraçadas. 
Embora sendo curto o filme (inicialmente seria quatro horas de duração), cada ator tem os seus personagens bem aproveitados durante a trama. Merecem destaque os ótimos desempenhos de Vanessa Giácomo, Kamila Pistori e Pedro Nercessian. Contudo, quem rouba a cena é próprio Oswaldo Montenegro ao interpretar ninguém mesmo que o Diabo, em uma das melhores passagens do longa.  
Bonito, frenético  inteligente e reflexivo, Solidões nada mais é do que uma obra experimental, mas que foi muito além disso e provando que  o nosso cinema tem muito mais a oferecer do que podemos imaginar. Basta ter empenho e teimosia como do Osvaldo Montenegro, em querer ir contra a maré do cinema convencional.  

NOTA: O filme teve pré-estreia no ultimo sábado no Cineclube Zero Hora no Cine Espaço Itáu, mas irá estrear já neste final de semana.   

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