Quem sou eu

Minha foto
Sapucaia do Sul/Porto Alegre, RS, Brazil
Sendo frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já 69 certificados),sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para beniciodeltoroster@gmail.com

Pesquisar este blog

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

SALA P. F. GASTAL APRESENTA MOSTRA TABU: INFLUÊNCIAS E CONFLUÊNCIAS

SALA P. F. GASTAL APRESENTA CLÁSSICOS QUE INSPIRARAM O FILME TABU, DE MIGUEL GOMES 

O cinema contemporâneo tem como um de seus aspectos mais destacados o diálogo constante com obras de outros tempos. Longe da reverência trivial, Tabu, aclamado longa-metragem do português Miguel Gomes que entrou cartaz em Porto Alegre no mês de agosto, traz entre suas referências Aurora (1927) e o homônimo Tabu (1932), obras célebres do período norte-americano de F. W. Murnau, além de um dos últimos filmes de Josef von Sternberg, Macau, cuja trama se passa na ex-colônia portuguesa – e que também foi retomado por outro destaque da cinematografia portuguesa recente, A Última Vez que Vi Macau, de João Pedro Rodrigues e João Rui Guerra da Mata. Com a intenção de promover o debate sobre a relação entre as obras contemporâneas e o cinema clássico, a Sala P. F. Gastal da Usina do Gasômetro (3º andar) apresenta a mostra Tabu: Influências e Confluências com os filmes de F. W. Murnau e Josef von Sternberg que inspiram a obra-prima de Miguel Gomes.   
 Com narrativas sobre infidelidade e amores condenados, Aurora e Tabu são os dois principais filmes que F.W. Murnau, o grande gênio do cinema alemão dos anos 1920, realizou nos Estados Unidos. O primeiro é uma superprodução lançada em 1927, ano em que Hollywood começa a dar os primeiros passos em direção ao cinema sonoro, historicamente situada como um dos filmes que esgotam as possibilidades estéticas e narrativas do período silencioso. O segundo é uma produção independente filmada na Polinésia Francesa, de verve realista, realizada em parceria com Robert J. Flaherty, um dos pioneiros do documentário. Assim como o filme de Gomes – que apenas inverte a ordem das narrativas de Murnau –, a história é divida em duas partes: Paraíso e Paraíso Perdido.  
 Macau é um dos cultuados filmes policiais de série B produzidos pela RKO, com um charme particular por ter sua história ambientada em um território exótico, poucas vezes visto em filmes norte-americanos do gênero daquela época. Teve uma produção turbulenta – Nicholas Ray precisou terminar algumas cenas – e se destaca na última década de realização de um dos estetas mais influentes do cinema clássico, Josef von Sternberg, outro germânico radicado nos Estados Unidos, cuja parceria – cinematográfica e amorosa – com Marlene Dietrich no início dos anos 1930 rendeu a Hollywood alguns de seus momentos mais provocantes. 


Mais informações e horário das sessões, vocês conferem na pagina da sala clicando aqui.

Me sigam no facebook e twitter.

Nenhum comentário: