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terça-feira, 4 de junho de 2013

Cine Dica: Em DVD e Blu-Ray: O Mestre


Sinopse: Ao término da Segunda Guerra Mundial, o marinheiro Freddie Quell (Joaquin Phoenix) tenta reconstruir sua vida. Traumatizado pelas experiências em combate, ele sofre com ataques de ansiedade e violência, e não consegue controlar seus impulsos sexuais. Um dia, ao acaso, ele conhece Lancaster Dodd (Phillip Seymour Hoffman), uma figura carismática e líder de uma organização religiosa conhecida como A Causa. Reticente no início, ele se envolve cada vez mais com este homem e com suas ideias, centradas na ideia de vidas passadas, cura espiritual e controle de si mesmo. Freddie torna-se cada vez mais dependente deste estilo de vida e das ideias de seu Mestre, a ponto de não conseguir mais se dissociar do grupo.

Depois de Sangue Negro, todos estavam esperando novamente um projeto ousado vindo da mente de Paul Thomas Anderson e novamente este não decepciona. Alardeado como o filme que conta as origens da Citologia, a trama não se entrega as raízes dessa seita como um todo, mas sim em seus protagonistas cheios de intensidades e que são capazes de mudar a vida das pessoas próximas há elas. Quem necessita de uma mudança radical é Freddie (Joaquin Phoenix espetacular) que após o termino da Segunda Guerra Mundial, se vê perdido no mundo, com tendências explosivas e impulsos sexuais descontrolados (o inicio representa bem isso).
Tudo muda quando encontra Lancaster (Hoffman, ótimo como sempre), que é líder de uma organização religiosa chamada A Causa e passa ajudar Freddie para encontrar um caminho na vida. Pessoalmente, embora eu seja católico, sempre fui contra essas organizações religiosas que cada vez mais cresce no mundo, pois sempre há um dedo podre nos bastidores desses cultos. Porém, talvez querendo fugir de qualquer polemica, Thomas Anderson jamais deixa explicito os lados negativos que ocorre em A Causa, mas sim retrata como um movimento, onde o principal objetivo é fazer as pessoas se desprenderem do que as levam no fundo do poço. Porém, o cineasta é hábil na sutileza em retratar que as coisas não são bem assim, através de momentos explosivos do Mestre, principalmente quando se vê sendo julgado por aqueles que não entendem a sua causa. Ou então pela personagem de Amy Adams, que embora represente o lado maternal da trama, não esconde certo ar de loucura vindo de seus olhos e demonstrando total fanatismo, muito embora contido.
Com cenas espetaculares em que os protagonistas agem das formas mais imprevisíveis (principalmente vindas do personagem de Phonenix), O Mestre pode até não ser superior a obra anterior do diretor, mas entra facilmente na lista dos melhores filmes produzidos no inicio dessa nova década.     

Leia também tudo sobre as obras do diretor clicando aqui. 

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2 comentários:

renatocinema disse...

Quero ver esse filme, que parece intrigante. Me deu uma boa sensação o trailer.

abs

Marcelo C,M disse...

Vá e assista com a mente aberta, não importando qual a sua religião.