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domingo, 17 de fevereiro de 2013

Cine Dica: Em Cartaz: O VOO




Sinopse: Whip (Denzel Washington) está separado de sua esposa e filho, é um experiente piloto da aviação comercial, mas tem sérios problemas com bebidas e drogas. Certo dia, ele acabou salvando a vida de diversas pessoas quando a aeronave que pilotava apresentou uma pane, mas sua frieza e conhecimento permitiu que uma aterrisagem, praticamente, impossível acontecesse. Agora, apesar de ser considerado um herói por muitos e contar com o apoio de amigos, ele se vê diante do jogo de empurra na busca pelos culpados da queda e das mortes ocorridas. É quando seus erros e escolhas do passado passam a ser decisivos para definir o que ele irá fazer de seu futuro.

Assim como Steven Spielberg, Robert Zemeckis começou a carreira dirigindo grandes espetáculos do entretenimento no cinema (vide a trilogia De Volta para o Futuro), mas quando criou Forest Gump: O contador de historias parecia que ele seguiria um rumo com o teor mais maduro, mas não se esquecendo de entreter o publico. Após três filmes de animação (Expresso Polar, A Lenda de Beowulf e  Os Fantasmas de Scrooge) Zemeckis volta a dirigir da forma tradicional em O Vôo e para a surpresa de todos, o primeiro filme com um teor bem adulto da carreira, com personagens humanos e falhos, liderados pelo Whip (Denzel Washington espetacular), que terá de enfrentar os seus demônios interiores. Após ter conseguido escapar da morte e ter salvado boa parte dos passageiros de um avião que pilotava (numa seqüência espetacular), o protagonista terá que enfrentar o fato de que estava com uma quantidade de álcool elevada no sangue durante a viagem.
Não é segredo para ninguém que Denzel Washington é que comanda o show, pois afinal de contas é o típico ator que já interpretou de tudo um pouco, sendo que cada um dos seus papeis foi um desafio, principalmente ao interpretar um personagem como esse: um viciado em bebida e que não admite que tenha problemas para ninguém, nem para com ele mesmo. Do inicio até o ato final, nos simpatizamos com o personagem, mas o condenamos pelas suas ações e fraquezas, nas quais poderia se livrar delas, mas que será somente de uma forma gradual no decorrer do filme, até se dar conta que se tornará a salvo, quando admitir para ele mesmo os seus erros que cometeu. Graças à câmera de Zemeckis que segue o ator a todo o momento, sentimos o personagem se descascando e se tornando uma pálida imagem se comparado ao que ele foi ao inicio da trama.
Mas embora o veterano ator comande o espetáculo, os coadjuvantes também têm seu lugar ao sol: Nicole (Kelly Reilly,de Sherlock Holmes) é uma espécie de imagem espelhada do protagonista, sendo que ele vê nela uma oportunidade de começar a vida do zero, muito embora as armações do destino possua outros planos para ambos. Mas de todo o elenco secundário, quem rouba a cena mesmo é John Goodman, que interpreta um divertidíssimo fornecedor de drogas para o protagonista, com o direito de até mesmo o salvar de certas enrascadas. E embora todos nos tenhamos certa sensação de já sabermos como terminara tudo isso, O Vôo cumpre o que promete, de não só nos fazer uma reflexão sobre os perigos que nossas fraquezas podem nos levar como também prova que um drama criado de uma forma bem redondinha pode sim nos entreter positivamente.  

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Um comentário:

Gilberto Carlos disse...

Até que enfim Robert Zemeckis voltou a dirigir filmes com atores de "carne e osso". Suas animações podem até ser inovadoras, mas seus outros filmes são bem melhores.