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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Cine Dica: Em Cartaz: AS SESSÕES



Sinopse: Mark O'Brien (John Hawkes) é um escritor e poeta que, ainda criança, contraiu poliomielite. Devido à doença ele perdeu os movimentos do corpo, com exceção da cabeça, e precisa passar boa parte do dia dentro de um aparelho apelidado de "pulmão de aço". Mark passa os dias entre o trabalho e as visitas à igreja, onde conversa com o padre Brendan (William H. Macy), seu amigo pessoal. Sentindo-se incompleto por desconhecer o sexo, Mark passa a frequentar uma terapeuta sexual. Ela lhe indica os serviços de Cheryl Cohen Greene (Helen Hunt), uma especialista em exercícios de consciência corporal, que o inicia no sexo.

Bateram tanto na tecla, pelo fato de Bem Affleck não ter sido indicado para melhor diretor por Argo, que muitos se esqueceram de reclamar da ausência de John Hawkes (Inverno da Alma), entre os indicados a melhor ator, por sua delicada e impressionante interpretação neste filme. Ao interpretar um portador de poliomielite (que o deixa paralisado do pescoço pra baixo), Hawkes incorpora de corpo e alma, uma pessoa impedida de fazer inúmeras coisas, mas que jamais se abaixa perante os obstáculos, mesmo naquele, que acredita  que seja o seu maior desafio: fazer sexo pela primeira vez na vida. A tarefa não é das mais fáceis, principalmente por acreditar em certos desígnios da igreja e que acaba o levando a sempre consultar com o seu melhor amigo e padre  (William H. Macy, espetacular). O encontro dos dois é sem sombra de duvida os momentos mais cômicos do filme, que ao mesmo tempo gera inúmeros debates sobre religião e do que é certo e errado no que irá  fazer durante a vida.
Ao procurar uma especialista de exercícios de consciência corporal (e ter sua primeira relação sexual), entra então em cena Helen Hunt, que surpreende ao passar tamanha segurança, em cenas na qual exige cenas de nudez. Embora já aparentando certa idade, Hunt surpreende ao passar tamanha segurança e profissionalismo que a personagem possui e sem sombra de duvida mereceu a indicação ao Oscar de melhor atriz coadjuvante. É claro que um tipo de filme como esse não é nada fácil de fazer, principalmente porque toca em assuntos, que mesmo em pleno século 21, ainda são um verdadeiro tabu. Mas o cineasta Bem Lewis surpreende ao contornar esses pontos espinhosos, com momentos delicados, humanos e embalados com um bom humor refinado.
Curto, provocativo e contagiante, As Sessões é um filme merecia ter tido mais atenção nesta temporada de Oscar, mas nunca é tarde para descobrir os melhores perfumes nos menores frascos.        

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2 comentários:

CONDE disse...

Ainda não pude ver. Mas certamente teu escrito aguçou mais ainda meu interesse. Parabéns

Marcelo C,M disse...

Obrigado pela sua opinião conde, pois ela vale muito. Se puder compartilhe.