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Sapucaia do Sul/Porto Alegre, RS, Brazil
Sendo frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já 65 certificados),sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para beniciodeltoroster@gmail.com

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segunda-feira, 30 de abril de 2012

Cine Especial: MARTIN SCORSESE – CINEMA, FÉ & VIOLÊNCIA: Parte 4

Nos dias 05 e 06 de Maio, estarei participando do curso “MARTIN SCORSESE – CINEMA, FÉ & VIOLÊNCIA”, que será realizado no Museu da Comunicação, criado pelo CENA UM e ministrado pelo critico de cinema, Rodrigo Fonseca. E enquanto a atividade não acontece, por aqui, estarei postando tudo o que eu sei sobre esse diretor, que deu sangue novo ao cinema americano nos anos 70 e ainda hoje.

DEPOIS DAS HORAS
Sinopse: É a história de uma noite na vida de Paul Hackett (Griffin Dunne), um operador de computador que trabalha no centro de Manhattan e odeia seu trabalho, como também não suporta sua solitária vida particular. Na noite em questão, cansado de ficar sozinho em casa, foi ler em um restaurante. Lá uma bela e encantadora jovem, que estava em outra mesa, puxa conversa dizendo que adora o livro que ele está lendo. Logo está na mesa dele e os dois conversam animadamente, parecendo compartilhar de alguns interesses comuns. Ela lhe diz que está indo para a casa de uma amiga, que é escultora e mora no Soho. Ela diz que sua amiga faz um tipo de trabalho que ela vende como peso para papel e pergunta se Paul quer comprar. Ele não tem o menor interesse, mas a mulher que está à sua frente lhe desperta muitas coisas, e assim diz que quer comprar. Como ela não sabe o preço dá o telefone de Kiki Bridges (Linda Fiorentino), a escultora, e vai embora. Já em casa, Paul liga para Kiki, usando como pretexto seu interesse por pesos para papel. Logo Kiki lhe diz que a jovem com quem falou chama-se Marcy, que vai ao telefone e sugere que ele a encontre no apartamento do Soho. Ele concorda prontamente, mas o que poderia ser uma noite agradável torna-se o início de uma noite conturbada. Os problemas já começam no caminho, quando Paul deixa voar pela janela do táxi sua única nota de vinte dólares. As ruas de Soho estão escuras e abandonadas, como um mau presságio. Marcy está passando alguns dias no apartamento de Kiki, que faz esculturas estranhas, tem gostos sexuais "excêntricos" e conversa estranhamente, ocultado ter sido queimada. No quarto de Marcy, Paul tem a conversa sucinta de um primeiro encontro e ela diz que seguramente eles terão grandes momentos. Entretanto tudo começa a dar e uma sucessão de eventos infernam a vida de Paul. Esta maré de má sorte vai em um crescendo, ao ponto de ser perseguido por uma turma que crê que Paul seja um bandido.
Embora quase nunca citado entre os maiores filmes do diretor, Depois das Horas pode facilmente ser considerado como um dos seus filmes mais divertidos, graças ao seu humor negro e situações imprevisíveis em que o protagonista se envolve. É uma verdadeira espécie de fabula urbana, um “Alice no País das Maravilhas” ás avessas, onde tudo quanto pode acontecer de ruim a alguém acontece, como num verdadeiro sonho ruim, onde simplesmente não consegue acordar. A trama é tão deliciosa, que simplesmente pouco nos importamos se o personagem encontre uma solução para livrar das situações que ele se envolve, sendo que queremos que aquilo tudo continue e que ele não consiga uma solução para voltar para casa, pois assim, a  trama terminaria.
Com uma historia tão bem redondinha, Scorsese levou o prêmio de melhor direção no Festival de Cannes.             

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Cine Dica: Em Cartaz: Os Vingadores

O FIM DE UM CIRCULO E O INICIO DE UM NOVO
Sinopse: Em Os Vingadores quando um inimigo inesperado surge ameaçando a segurança global Nick Fury diretor da agência internacional de paz conhecido como SHIELD recruta uma equipe para livrar o mundo de uma possível destruição Homem de Ferro Capitão América Thor Hulk Gavião Arqueiro e Viúva Negra.
Quando Nick Fury (Samuel Le Jackson) ofereceu uma proposta sobre o projeto “Vingadores” há Tony Stark (Robert Downey Jr), no final do filme do Homem de Ferro, teve inicio a um dos mais audaciosos projetos dos últimos anos, e que muitos acreditaram que não daria muito certo. Após cinco anos, percebe-se que a formula da Marvel Studio, de apresentar cada personagem com o seu próprio filme, para então reuni-los todos juntos em Os Vingadores, foi mais do que certeiro, pois com os piões já apresentados no tabuleiro, bastava fazer um bom jogo, desde que tivesse um ótimo jogador no comando, e esse alguém foi Joss Whedon. Vindo dos sucessos de séries de TV como Buff: Caça Vampiros, Whedon tem a capacidade de desenvolver uma ótima historia, em meio a tantos personagens, e o melhor de tudo, o diretor é fã de carteirinha desse universo e sabia muito bem no vespeiro que estava mexendo.      
A grande sacada desse épico foi dar o grande destaque as personalidades distintas de cada um dos personagens, pois além de serem seres poderosos, são ao mesmo tempo humanos e com opiniões diferentes sobre o que estão enfrentando. Com isso, espere só para ver as desavenças que rola entre os protagonistas no primeiro ato, mas quem é familiarizado com o universo das HQ, sabe muito bem que é sempre assim: Heróis se encontram, brigam, para então depois se aliarem para um bem maior! Até lá, curtimos as apresentações de cada um deles um com outro, rendendo cenas impactantes e inesperadas, principalmente para aqueles que não estão muito acostumados com esse tipo de formula. Como sempre, Homem de Ferro (Robert Downey Jr) é que da um verdadeiro show, graças ao ator cada vez mais e mais a vontade no seu personagem, que sempre quando pode, tira sarro dos seus colegas de cena, principalmente do Capitão America (Chris Evans), que por mais que se esforce, fica impotente perante a aura dominante do ferroso, embora não desista de uma briga verbal.
Com o fato do grande vilão da trama ser Loki (Tom Hiddleston, ótimo), Thor (Chris Hernsworth) retorna para deter e tentar levar para casa seu irmão ardiloso. Devido a isso, o Deus do Trovão, tem um papel fundamental, onde ele simplesmente enlaça todas as pontas soltas que ficaram nos filmes anteriores. O que muitos ficaram preocupados era o fato que alguns personagens secundários, ficarem apenas de figurantes em meio a tantos titãs, mas tanto Viúva Negra (Scarlett Johansson) como Gavião Arqueiro (Jeremy Renner) tem os seus grandes momentos de importância, sendo que esse ultimo, aliás, se torna (mesmo sem querer) o catalisador para o grande conflito do segundo ato.         
Mas sem sombra de duvida, a grande surpresa de toda a trama, ficou justamente para um personagem que até hoje não havia emplacado direito no cinema, que foi Hulk. Depois da visão pessoal (incompreendida) de Ang Lee em Hulk (2003) e do apenas “bom” filme de O Incrível Hulk (versão de 2008 e que já pertencia ao universo criado pela Marvel Studio no cinema), o personagem finalmente consegue dar o seu show na tela grande, seja quando está na forma humana (Mark Ruffalo, à vontade no papel) seja quando está transformado e desferindo sua força, tanto em seus aliados, como também contra os vilões. Espere só para ver quando o grandão der de encontro com Loki, sendo que a cena em si, faz qualquer um ter vontade gritar um olé e bater palmas.  A cena por sinal faz parte do terceiro ato, onde todos os heróis principais estão unidos e prontos para enfrentar a invasão alienígena, que simplesmente toma e destrói boa parte de Nova York. A seqüência é digna de nota, pois apesar de inúmeros efeitos especiais, jamais ficamos tontos e muitos menos perder o fio da meada, coisa que acontece muito bem nos terríveis filmes dos transformers (aprenda Michael Bay).
Com pouco mais de duas horas, Os Vingadores realiza o sonho de qualquer fã de HQ, que é assistir seus heróis preferidos, sendo adaptados com dignidade, numa trama que rende inúmeros momentos emocionantes, divertidos e muito bem orquestrados, dando uma verdadeira aula de como deveria ter sido feito as outras adaptações que envolvia muitos personagens juntos. E como não poderia ser diferente, aguarde nos créditos uma cena surpresa reveladora. Pois embora  Os Vingadores feche um circulo, ele desencadeia o nascimento de um novo, e isso vale não somente para os heróis do estúdio, mas também para todos aqueles que ousarem fazer novas adaptações de HQ para o cinema, pois dificilmente irão escapar de uma comparação, para o bem ou para o mal. Os próximos heróis levados para a telona que se cuidem. 

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sexta-feira, 27 de abril de 2012

Cine Especial: MARTIN SCORSESE – CINEMA, FÉ & VIOLÊNCIA: Parte 3

Nos dias 05 e 06 de Maio, estarei participando do curso “MARTIN SCORSESE – CINEMA, FÉ & VIOLÊNCIA”, que será realizado no Museu da Comunicação, criado pelo CENA UM e ministrado pelo critico de cinema, Rodrigo Fonseca. E enquanto a atividade não acontece, por aqui, estarei postando tudo o que eu sei sobre esse diretor, que deu sangue novo ao cinema americano nos anos 70 e ainda hoje.

A Última Tentação de Cristo

Sinopse: Jesus (Willem Dafoe) é um carpinteiro que vive um grande dilema, pois é quem faz as cruzes com as quais os romanos crucificam seus oponentes. Resumindo, Jesus se sente como um judeu que mata judeus. Vivendo um terrível conflito interior ele decide ir para o deserto, mas antes pede perdão a Maria Madalena (Barbara Hershey), que se irrita com Jesus, pois não se comporta como uma prostituta e sim como uma mulher que quer sentir um homem ao seu lado. Ao retornar, Jesus volta convencido de que é o filho de Deus e logo salva Maria Madalena de ser apedrejada e morta. Então reúne doze discípulos à sua volta e prega o amor, mas seus ensinamentos são encarados como algo ameaçador, então é preso e condenado a morrer na cruz. Já crucificado, é tentado a imaginar como teria sido sua vida se fosse uma pessoa comum.

Baseado no livro do grego Nikos Kazantzakis, Scorsese e o roteirista Paul Schrader  dão um retrato mais humano de Cristo, incluindo até desejos eróticos. Na época, o filme provocou polêmica e até ameaças contra a sua exibição. Apesar de proibido (veladamente ou não) em vários países, inclusive no Brasil, é na verdade um relato sensível e respeitoso do fundador do Cristianismo. Com uma abordagem ousada, porém, pode não agradar aos que vêem em Cristo uma figura de acordo com os conceitos tradicionais. O ato final, onde Cristo é crucificado, mas que também ocorre uma reviravolta até então inédita do que nos já conhecemos dessa historia tão conhecida, está entre os melhores momentos do filme.            
  
Curiosidade: Em meio às filmagens, Willem Dafoe ficou três dias sem conseguir enxergar por ter exagerado na utilização de lentes oculares para dilatar suas pupilas ao brilho do sol.


Caminhos Perigosos

Sinopse: Little Italy, cidade de Nova York. Charlie (Harvey Keitel) trabalha ao lado do tio, um mafioso respeitado, coletando pagamentos e realizando cobranças. Ele enfrenta o descontentamento de sua família, devido ao relacionamento que mantém com Teresa (Amy Robinson). Charlie na verdade não nasceu para o crime e deseja iniciar vida nova ao lado da namorada. Só que Johnny Boy (Robert De Niro), seu melhor amigo, o mete em uma enrascada quando se recusa a pagar uma dívida de jogo.

Este retrato da marginalidade nova iorquiana marcou o inicio da colaboração entre Scorsese e De Niro, que juntos fariam Taxi Drive, Touro Indomável e dentre outros. Foi o primeiro filme do diretor, que fez com que  ele chamasse  atenção, tanto do publico como da critica, e carrega várias das marcas registradas, compondo um registro visceral e dinâmico da vida nas ruas barra-pesadas da metrópole americana. Caminhos Perigosos também pode ser apresentado como um símbolo de um cinema mais cru, direto e sem papas na língua, diferente do cinema previsível que o publico americano daquela época estava acostumado.

Curiosidade:  Foi o crítico Jay Cocks quem sugeriu a mudança do título original para "Mean Streets", tendo por base uma citação de Raymond Chandler que dizia "down these mean. 


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Cine Especial: AKIRA KUROSAWA: MESTRE DAS TELAS: FINAL


Termino aqui, de uma forma meio melancólica, o especial sobre Akira Kurosawa, já que eu sempre faço esse especial com relação ao curso que vou fazer. Mas infelizmente o curso Kurosawa não acabou acontecendo, devido a um numero maior de inscritos, mas pelo menos, serviu para eu rever os filmes dele e descobrir alguns que eu não tinha visto antes.
O especial de Kurosawa termina aqui, deixando o espaço aberto para outro mestre do cinema (Martim Scorsese), mas quando tiver tempo, irei escrever sobre outros filmes dele que ainda não assisti. Revejam abaixo todo o especial.         
Partes: 1,2,3,4,5,6 e 7.

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Cine Dicas: Estreias nos final de semana (27/04/12)



Parece até um ato de covardia por parte das distribuidoras, em colocar filmes para estrear justamente quando um “filme evento” entra na parada, que no caso deste final de semana é Vingadores, que vai atrair uma multidão de fãs de HQ. Contudo, as outras estréias que chegam não podem nem pouco serem descartadas, como no caso de Sete Dias com Marilyn, que alias, estarei assistindo esse filme, na primeira sessão do CineClubeZH que eu irei participar desse ano, portanto aguardem minha critica por aqui.
Lembrando (se tudo der certo) irei participar do curso sobre Martin Scorsese no próximo final de semana. Portanto, acompanhem o meu especial que estou fazendo aqui sobre o cineasta, e os que estiverem interessados, participem do curso, pois vale à pena. Mais informações sobre o curso e a inscrição, vocês cliquem aqui.
Confiram as estreias:  

Os Vingadores 3D

Sinopse: Em Os Vingadores quando um inimigo inesperado surge ameaçando a segurança global Nick Fury diretor da agência internacional de paz conhecido como SHIELD recruta uma equipe para livrar o mundo de uma possível destruição Homem de Ferro Capitão América Thor Hulk Gavião Arqueiro e Viúva Negra.


Sete Dias com Marilyn

Sinopse: No verão de 1956 o jovem Colin Clark (Eddie Redmayne) vindo de Oxford em busca de sucesso na indústria do cinema trabalhou como assistente no set de filmagem de O Príncipe Encantado. Esta produção reunia duas grandes estrelas Sir Laurece Olivier (Kenneth Branagh) e Marilyn Monroe(Michelle Williams) que estava nesta época em lua-de-mel com seu novo marido o dramaturgo Arthur Miller (Dougray Scott).brQuase 40 anos mais tarde foi publicado o diário de Miller intitulado The Prince The Showgirl and Me ( O Príncipe a Vedete e Eu ) mas uma semana faltava e estas páginas desaparecidas foram publicadas mais tarde com o título My Week With Marilyn ( Minha Semana com Marilyn ). Quando Arthur Miller deixa a Inglaterra Colin decide mostrar a Marilyn os prazeres da vida britânica esta torna-se uma semana idílica em que ele acompanhou uma estrela ansiosa para fugir dos holofotes de Hollywood e da pressão do trabalho. 

Jovens Adultos
Sinopse: Charlize Theron interpreta Mavis Gary uma escritora de literatura juvenil que retorna para sua cidadezinha natal para reviver seus dias de glória e tentar reconquistar seu namorado dos tempos de escola agora casado e feliz (Patrick Wilson). Quando sua volta para casa se torna mais difícil doque ela imaginava Mavis cria uma ligação fora do comum com um ex-colega (Patton Oswalt) que também ainda não superou totalmente o colegial.


Beleza Adormecida

Sinopse: Lucy (Emily Browning) é uma jovem universitária que vive precisando de dinheiro. Para isso, divide o apartamento com outras duas pessoas e possui uma série de pequenos empregos. Através de um anúncio de jornal, entra em contato com uma inusitada agência, que a contrata para prestar um trabalho estranho chamado beleza adormecida. Ela adormece. Ela acorda. É como se nada tivesse acontecido...

As Idades do Amor
Sinopse: Roberto é um jovem advogado ambicioso que está prestes a se casar com Sara. Ao cuidar de uma desapropriação ele conhece a bela Micol que vem de uma pequena vila da Toscana e balança seu coração. Nos últimos 25 anos Fabio tem sido o marido perfeito. Ele é um apresentador de TV de sucesso e numa festa conhece Eliana. Eles passam a noite juntos mas o problema maior é que no dia seguinte ela se recusa a ir embora. Adrian é um professor de história da arte americano que se mudou para Roma logo após se divorciar. Amigo de Augusto o porteiro do prédio onde mora ele passa a ter sua libido novamente despertada graças a Viola a filha do colega.

O Príncipe do Deserto
Sinopse: Início do Século 20 Arábia. brSob o impiedoso céu do deserto dois líderes guerreiros se enfrentam cara a cara. Os corpos de seus soldados estão espalhados pelo campo de batalha. O vitorioso Nesib Emir de Hobeika (Antonio Banderas) dita seus termos de paz para o rival Ammar Sultão deSalmaah (Mark Strong). Os dois homens concordam que nenhum deles poderá reclamar a terra de ninguém entre eles chamada de Cinturão Amarelo. Em troca e de acordo com os costumes tribais da época Nesib irá adotar- ou tomar como reféns - os dois filhos de Ammar Saleeh (Akin Gazi) e Auda (Tahar Rahim) uma garantia de que nenhum deles possa invadir o território do outro. Anos depois Saleeh e Auda cresceram e se tornaram homens jovens. Saleeh o guerreiro quer escapar de sua prisão dourada e retornar à terra de seu pai. Auda só se importa com livros e com a busca pelo conhecimento. Um dia Nesib seu pai adotivo é visitado por um americano homem da indústria petrolífera do Texas (Corey Johnson). Ele diz ao Emir que sua terra é abençoada com petróleo e lhe promete riquezas além da imaginação.


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Cine Especial: VINGADORES NO CINEMA: FINAL


Termino esse especial por aqui, e quanto a vocês, corram para o cinema e aguardem minha critica por aqui.     

CAPITÃO AMERICA: O PRIMEIRO VINGADOR
Sinopse: 2ª Guerra Mundial. Steve Rogers (Chris Evans) é um jovem que aceitou ser voluntário em uma série de experiências que visam criar o supersoldado americano. Os militares conseguem transformá-lo em uma arma humana, mas logo percebem que o supersoldado é valioso demais para pôr em risco na luta contra os nazistas. Desta forma, Rogers é usado como uma celebridade do exército, marcando presença em paradas realizadas pela Europa no intuito de levantar a estima dos combatentes. Para tanto passa a usar uma vestimenta com as cores da bandeira dos Estados Unidos, azul, branca e vermelha. Só que um plano nazista faz com que Rogers entre em ação e assuma a alcunha de Capitão América, usando seus dons para combatê-los em plenas trincheiras da guerra.
Até metade da década de 80, os personagens de HQ (no caso, super heróis) passavam para o leitor historias muito bem definidas, ou seja, não existia essa ambigüidade que há atualmente tanto nos quadrinhos como no cinema, mau era mau bem era o bem. Mas foi a partir da metade daquela década que foi introduzido bastante o lado psicológico dos personagens que fizeram deles mais humanos e próximos ao mundo real. Mas existem ainda pessoas atualmente que sentem falta de uma época onde tudo era um pouco mais claro e simples, e com a chegada de Capitão America: o Primeiro Vingador é voltar a sentir o gosto dos bons e velhos tempos da era de ouro, tanto dos bons e velhos filmes de antigamente, como das HQ mais inocentes.

Porém, o diretor Joe Johnston (Lobisomem) fez a lição de casa ao criar a origem do protagonista de uma forma não rápida, mas gradual e humana, para que o espectador tivesse tempo para se familiarizar com o personagem. E para nossa sorte, Chris Evans, (que se a principio havia sido bastante criticado por ter sido escolhido), soube muito bem passar inocência e doçura do personagem, com o qual, consegue ganhar a nossa simpatia facilmente. Vale salientar, que o ator também passou por um duro treinamento físico para ficar com o corpanzil que o personagem possui. Portanto, é um choque vê-lo transformado se comparado quando ele era pequeno e bem magro no inicio da trama (nesta parte, auxiliado a incríveis efeitos especiais que deixam o Curioso Caso de Benjamin Burton no chinelo).
Fora o ator, o que muito se temia desse filme também, é que ele se tornasse uma propaganda sobre o poderio americano, mas essa idéia se desfaz quando lá no meio da historia, vemos o personagem passando pelo ridículo ao se tornar mero personagem propaganda do governo. Esse momento nada mais é do que uma critica bem humorada (e vergonhosa) das maneiras absurdas que o governo norte americano da época fazia para adquirir dinheiro para combater na guerra. Com isso, o personagem que foi criado a exatos 70 anos para se tornar um símbolo para levantar a moral dos soldados da época, também escancara a hipocrisia escondida por baixo da camada mais inocente daquele tempo.
E como eu disse no inicio do texto, o filme é um retorno aos bons tempos de filmes de aventura de antigamente, principalmente quando remete a exemplos como os filmes de Flash Gordon, onde os vilões usam armas lasers para tentar eliminar os mocinhos e as cenas de ação (apesar de não serem muitas) satisfazem o espectador à procura de boa diversão. E é claro que um bom filme também não funcionaria se não tivesse uma boa dose de bons coadjuvantes e isso o filme tem aos montes. Ao começar pela mocinha durona (e par romântico do herói) Peggy Carter, interpretada com elegância e firmeza pela atriz Hayley Atwell, e que eu espero poder vela mais em seguida em outros filmes.Tommy Lee Jones faz as pazes com uma adaptação de HQ (ele havia atuado como Duas Caras no horroroso Batman: Eternamente) e faz de seu personagem coronel Chester Phillips, um ser durão com ar de autoridade, mas não menos divertido, com piadas curtas, rápidas mas certeiras. E por fim, Hugo Weaving (Matrix) nasceu para ser o maquiavélico Caveira Vermelha, pois o ator transmite o ar de maldade no olhar a torto e a direito, mesmo em momentos onde ele fala frases de efeitos no mínimo que inocentes para os padrões atualmente mas que combinam com a proposta que o filme quer passar.
Embora o ato final seja um tanto que ligeiro em tentar finalizar certos pontos na historia, Capitão America: O Primeiro Vingador cumpre a sua missão que é acima de tudo entreter o espectador com quase duas boas horas de aventura na moda antiga e prova que velhas formulas podem sim serem revistas e muito bem vindas para as novas gerações, que por vezes, estão cansadas de ver filmes de ação exagerados e com efeitos especiais enjoativos e descartáveis.

Curiosidade: Hugo Weaving baseou o sotaque alemão de seu personagem, o Caveira Vermelha, no diretor Werner Herzog e no ator Klaus Maria Brandauer.


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quinta-feira, 26 de abril de 2012

Cine Especial: MARTIN SCORSESE – CINEMA, FÉ & VIOLÊNCIA: Parte 2


Nos dias 05 e 06 de Maio, estarei participando do curso “MARTIN SCORSESE – CINEMA, FÉ & VIOLÊNCIA”, que será realizado no Museu da Comunicação, criado pelo CENA UM e ministrado pelo critico de cinema, Rodrigo Fonseca. E enquanto a atividade não acontece, por aqui, estarei postando tudo o que eu sei sobre esse diretor, que deu sangue novo ao cinema americano nos anos 70 e ainda hoje.

OS BONS COMPANHEIROS 

Sinopse: Henry Hill (Ray Liotta) conta a sua história de garoto do Brooklyn, Nova York, que sempre sonhou ser gângster, começando sua "carreira" aos 11 anos e se tornando protegido de James "Jimmy" Conway (Robert De Niro), um mafioso em ascensão. Tratado como filho por mais de vinte anos, ele se envolve em golpes cada vez maiores e acaba se casando com Karen Hill (Loraine Bracco), sua amante. Impossibilitado de ser totalmente "adotado" pela "família", o jovem ambicioso conquista prestígio, se envolve com o tráfico de drogas, prática grandes roubos e ganha muito dinheiro, mas os agentes federais estavam na sua cola e o seu destino pode mudar a qualquer momento.

Descrição tragicômica, as vezes caricatural, da vida dos pistoleiros que vivem na margem da industria do crime organizado pela máfia. Baseado no livro, do roteirista Nicholas Pileggi, é notável a seqüência ininterrupta, em que o gangster entra no restaurante-boate Copacabana, pela cozinha, acompanhado pela noiva. Rodado em Nova York, onde Scorsese nasceu e cresceu. Pesci ganhou o Oscar de ator coadjuvante, num tipo de personagem que ele voltaria fazer de uma maneira parecida em Cassino.                  

Curiosidade: O nome original de Os Bons Companheiros seria "Wiseguy", seguindo o título do livro, mas os produtores acharam melhor trocar para não confundir com o filme O Homem da Máfia (1987), cujo título original era exatamente "Wiseguy".


A COR DO DINHEIRO

Sinopse: Eddie Felson (Paul Newman), um ex-campeão de sinuca, encontra em um bar Vincent (Tom Cruise), um jovem que promete ter uma grande carreira no taco. Assim, Eddie decide lhe ensinar tudo o que sabe sobre sinuca, mas a amizade entre os dois se torna uma verdadeira guerra quando uma bela mulher (Mary Elizabeth Mastrantonio) surge.
  
Continuação de The Hustler - A Vida É um Jogo, onde Paul Neman fazia o mesmo papel do jogador de bilhar "Fast" Eddie Felson e pelo qual foi indicado a um Oscar. Não está no mesmo patamar das obras-primas de Scorsese: tem alguns problemas de ritmo e, deixando de lado a atuação excepcional de Newman, não tem um protagonista carismático e/ou repulsivo como seus melhores trabalhos. No entanto, seduz o espectador com uma imprevisibilidade rara - o roteiro do escritor Richard Price foge dos clichês admiravelmente e ainda tem a ousadia de terminar em aberto - o que, para um filme sem pretensões de tornar-se o primeiro capítulo de uma série é uma temeridade comercial sem tamanho.


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Cine Especial: AKIRA KUROSAWA: MESTRE DAS TELAS: Parte 7


O  BARBA RUIVA

Sinopse: Um tumultuado relacionamento entre um médico jovem e arrogante e o piedoso diretor da clínica. Toshiro Mifune, em seu último filme com Kurosawa, está em grande forma e impecável como o ilustre professor que ensina a seu amargurado médico residente a respeitar e apreciar as vidas de seus pacientes desamparados.

O Barba Ruiva, de Kurosawa, é considerado um testamento divino para humanidade. Captando com perfeição o visual e sentimentos do Japão do século XIX, esta obra é uma viagem no tempo, nos locais e na emoção. Thoshiro Mifune, em seu último filme com Kurosawa, está em grande forma e impecável como o ilustre professor que ensina a seu amargurado médico residente a respeitar e apreciar as vidas de seus pacientes desamparados.


Homem Mau Dorme Bem

Sinopse: Numa história que remete ao “Hamlet” de Shakespeare, no Japão do pós-guerra, um jovem tenta se utilizar de sua posição no coração de uma empresa corrupta para expor os homens responsáveis pela morte de seu pai. 

Uma história que remete ao "Hamlet" de Shakespeare, no Japão do pós-guerra. Um roteiro elegante a música de Sato, como sempre magnífica. Banhado por uma fotografia toda sombria e boa trilha sonora, o roteiro de duas horas e meia, que começa num thriller e termina num drama, virou um filme que funciona muito bem e te pega de surpresa.


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Cine Especial: VINGADORES NO CINEMA: Parte 3


 Com a chegada do mega evento Vingadores que estréia neste final de semana, vamos  recapitular o que já rolou no universo Marvel no cinema, que antecede ao filme do super grupo:

THOR
Sinopse: A aventura épica se inicia no planeta Terra nos dias de hoje até reino de Asgard. O Poderoso Thor é um arrogante guerreiro cujas ações intempestivas despertam uma guerra antiga. Como castigo Thor é enviado à Terra e forçado a viver entre os mortais. Uma vez aqui ele aprende o que significa ser um verdadeiro herói depois que o vilão mais poderoso de seu mundo envia as forças negras de Asgard para invadir o planeta.

Quando Kenneth Branagh foi anunciado como diretor dessa produção, o mínimo que se esperava era algo de diferente se comparado as outras produções que a Marvel levou para o cinema, mas não é bem assim. Como já diz o ditado “em time que esta ganhando não se mexe” o filme continua da mesma forma que os filmes do Homem de Ferro 1 e 2 e O Incrível Hulk, como uma boa aventura misturada com elementos de bom humor na medida certa. O que talvez tenha levado a contratação do diretor foi pelo fato da trama carregar momentos shakespearianos de traições, honra e lealdade nas quais o diretor já experimentou e muito em filmes que ele dirigiu como o épico Hamlet.
O primeiro ato é magistral, mostrando como é o mundo de Asgard e suas origens. É neste ponto que Branagh não se intimidou com a grandeza da produção que se envolveu e fez um belo casamento com efeitos especiais, fotografia, edição de arte e figurino (esse ultimo, o mais criticado, mas que no final das contas combinou com esse universo criado). Já neste ato ocorrem umas melhores cenas de ação do filme onde nosso herói (Chris Hemsworth a vontade no papel) com seus companheiros e irmão loki (Tom Hiddleston ótimo) enfrentam os gigantes de gelo em uma seqüência incrível e digna de ser comparada ao Senhor dos Anéis. Lembrando que o inicio é todo dominado pelo ator Anthony Hopkins.que simplesmente nasceu para ser Odin e pelo visto esta cada vez mais a vontade em super produções.
Ao chegar ao segundo ato, a trama se transforma em outro filme ao mostrar o herói exilado em meio aos seres humanos e em situações imprevisíveis e bem atrapalhadas, mas com humor bem certeiro e que faz agente gostar da situação em que o personagem se mete em meio as pessoas normais. Em contrapartida, os personagens coadjuvantes que surgem ao lado do protagonista nesta parte pouco podem fazer na trama, nem mesmo Natalie Portman (saída a pouco do filme que lhe deu o Oscar, Cisne Negro) tem algo a acrescentar, apenas serve para amolecer o coração do herói.
Com um terceiro ato cheio de efeitos especiais, ação e duelos de interpretação entre os principais protagonistas, o filme termina fazendo agente se esquecer dos pequenos deslizes do segundo ato e fazendo agente querer mais aventuras do herói Asgardiano que podem ocorrer numa eventual seqüência ou então no esperado Vingadores. É esperar pra ver.


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Cine Dica: Em DVD e Blu-Ray: O ESPIÃO QUE SABIA DEMAIS


Sinopse: Passado em 1973, em plena Guerra Fria, o longa gira em torno de George Smiley (Gary Oldman), um veterano da divisão de elite do serviço secreto inglês conhecida como Circo. Após a morte de seu ex-chefe e de alguns fracassos em missões internacionais, ele é chamado para desvendar um mistério sobre a identidade do agente duplo que, durante anos, trabalhou também para os soviéticos. Todos à sua volta são suspeitos, mas, como bons espiões que são, foram treinados para dissimular e trabalhar em condições de extrema tensão.
Foi um acerto, os produtores desse elegante filme, buscar um diretor europeu para comandá-lo. Mais precisamente, o trabalho caiu no colo do diretor Sueco Tomas Alfredson, que ainda cole louros pelo seu trabalho cultuado internacionalmente, “Deixa Ela Entrar”. E se naquele filme, ele deu um sopro de vida para o universo do sangue sugas, aqui ele coloca um novo verniz para os filmes de espionagem, que atualmente estão cada vez mais vertiginosos.
Baseado no livro de Jhon Le Carré, o cineasta cria um clima de suspense gradual, onde os personagens são muito bem construídos, junto com os seus conflitos e tendo um ótimo casamento, com um roteiro bem elaborado. Outro ótimo lance é o fato da produção estar recheada de coadjuvantes ilustres (onde Benedict Cumberbatch que se sobre-sai), mesmo perante a uma das melhores interpretações de Gary Oldman (tendo sua primeira indicação ao Oscar). Mas para aqueles que buscam somente entretenimento, talvez a produção se torne um tanto que aborrecida, já que tudo que acontece na trama está presa a inúmeros detalhes, no qual o espectador tem que prestar atenção em dobro, mas fazendo isso, a sessão se torna um deleite, tanto para aqueles desavisados, como para aqueles que buscam algo de diferente.
Com isso, Alfredson da um novo sabor ao gênero, sendo um filme para ser apreciado, tanto para aqueles que curtiam os filmes de espionagem de antigamente, como para aqueles que estão acostumados com a nova versão de 007 ou da cine série do desmemoriado Borne.  


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quarta-feira, 25 de abril de 2012

Cine Especial: MARTIN SCORSESE – CINEMA, FÉ & VIOLÊNCIA: Parte 1



Nos dias 05 e 06 de Maio, estarei participando do curso “MARTIN SCORSESE – CINEMA, FÉ & VIOLÊNCIA”, que será realizado no Museu da Comunicação, criado pelo CENA UM e ministrado pelo critico de cinema, Rodrigo Fonseca. E enquanto a atividade não acontece, por aqui, estarei postando tudo o que eu sei sobre esse diretor, que deu sangue novo ao cinema americano nos anos 70 e ainda hoje.

  Taxi Driver

Sinopse: Em Nova York, um homem de 26 anos (Robert De Niro), veterano da Guerra do Vietnã, é um solitário no meio da grande metrópole que ele vagueia noite adentro. Assim começa a trabalhar como motorista de taxi no turno da noite e nele vai crescendo um sentimento de revolta pela miséria, o vício, a violência e a prostituição que estão sempre à sua volta. Perde bastante noção das coisas quando leva uma bela mulher (Cybill Sheperd), que trabalha na campanha de um senador, para ver um filme pornô logo no primeiro encontro, mas tem momentos de altruísmo ao tentar persuadir uma prostituta de 12 anos (Jodie Foster) para ela largar seu cafetão, voltar para a casa de seus pais e ir para a escola. Porém, em contra-partida, compra quatro armas, sendo uma delas um Magnum 44, e articula um atentado contra o senador (que planeja ser presidente) e para quem sua amiga trabalha.



Muita violência neste retrato nada simpático da cidade de Nova York e seus anônimos e reprimidos habitantes, com uma soberba atuação de Robert De Niro. O roteiro é de Paul Schrader (diretor de Mishima e O Gigolô Americano), e a trilha sonora é o ultimo trabalho de Bernard Herrmann (autor de Um Corpo que Cai). Palma de Ouro no festival de Cannes.           

Curiosidade: Robert De Niro trabalhou durante 12 horas como motorista de táxi ao longo de um mês, como preparação para seu personagem em Taxi Driver.


TOURO INDOMAVEL
Sinopse: O pugilista peso-médio Jake LaMotta (Robert De Niro), chamado de "o touro do Bronx", sobe na carreira com a mesma rapidez com que sua vida particular se degrada, graças ao seu temperamento violento e possessivo.


Direção, roteiro e interpretação extraordinários. Oscar de ator (De Niro, que engordou vinte quilos para fazer o papel), e montagem. Foi eleito, em muitas publicações, como o melhor filme dos anos 80. Reconstituição histórica perfeita, com uma belíssima fotografia em preto e branco, que realça a extrema violência das lutas em cena.       


Curiosidade: No roteiro original havia uma cena que mostrava Jake LaMotta se masturbando na prisão. Esta cena não chegou a ser rodada, sendo cortada ainda na elaboração da versão definitiva do roteiro.


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