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Sapucaia do Sul/Porto Alegre, RS, Brazil
Sendo frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já 66 certificados),sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para beniciodeltoroster@gmail.com

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terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Cine Clássico: GODZILLA (1954)

UMA OBRA PRIMA DO CINEMA JAPONES! 
Sinopse: Um gigantesco réptil mutante surge em virtude de testes nucleares. A monstruosa criatura cria um rastro de destruição no seu caminho até Tóquio, que corre o risco de ser totalmente destruída se o dinossauro não for detido.

Ganhando merecido destaque, no ultimo curso que eu participei (Historia do cinema de horror) comandado por Carlos Primati, o clássico do cinema japonês criado por Ishirô Honda merece ser redescoberto por essa nova geração cinéfila. Quando eu conheci Godzilla, foi somente quando eu vi as suas continuações que reprisava alguns anos atrás no SBT, mas eu não tinha nenhum contato com o primeiro filme e nem ao menos interesse em ir atrás. Talvez isso se deva de eu ter me acostumado á continuações tão medíocres e uma versão americana de 1998 mais medíocre ainda, e com isso, esperava algo parecido no primeiro fime, que foi um grande engano da minha parte. Redescobrindo o clássico de 1954, percebemos como a idéia da criação da criatura foi de um momento mais que propicio, que infelizmente, acabou sendo que banalizada nas continuações. Na época que a produção foi lançada, a recém se fazia dez anos que o Japão sofreu um golpe duro pelas costas, que foi a bomba de Hiroshima, e ao mesmo tempo, o mundo vivia com medo com relação às bombas atômicas.
O monstro em si, é uma metáfora desse medo em que os japoneses estavam vivendo, como também, representava a força da natureza incontrolável e que nada pode ser feita contra ela. Algo parecido no que se vê até hoje, para quem mora no Japão, depois de desastres como terremotos e tsunamis. Em contrapartida, a trama representa muito bem a força e a união do povo japonês perante as dificuldades, em cenas em que mostra a dor, mas a perseverança e coragem desse povo. Não é a toa que o filme fez um tremendo sucesso de publico e critica, gerou varias continuações (tendo sido criado uma versão americana dois anos depois) e ter gerado a mania de monstros de seriados japoneses.
Do elenco, destaque para o veterano Takashi Shimura, figura bastante conhecida nos clássicos filmes de Akira Kurosawa (Viver). Embora o filme tenha envelhecido em alguns aspectos, deve-se notar que é uma produção muito bem cuidada e bem pensada, tanto na fotografia, como em efeitos especiais que se tinha há oferecer na época, mas é na trilha sonora em que a parte técnica realmente se destaca. Criada pelo compositor Akira Ifukube, a trilha possui seis temas, sendo que, “Main Title’’ é a melodia que personificaria a lembrança do Godzilla ao público em geral. Basta ouvir os primeiros acordes do tema inicial, que associação ao mostro é imediata, sendo que ela voltaria em todas as continuações do personagem.
Revendo esse clássico, não é a toa que até hoje Godzilla é considerado o rei dos monstros e que serviu de fonte para a criação de outros filmes (como o medo pós "11 de setembro" usado como metáfora no filme Cloverfield).


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Cine Dica: Em DVD e Blu-Ray: MISSÃO MADRINHA DE CASAMENTO

HUMOR FEMININO É A BOLA DA VEZ!
Sinopse: Lillian (Maya Rudolph) vai se casar e convida a amiga Annie (Kristen Wiig) para ser sua madrinha. Ela, que enfrenta problemas profissionais e amorosos, resolve se dedicar à função de corpo e alma. Só que, logo no primeiro evento organizado, Annie conhece Helen (Rose Byrne), uma bela e rica mulher que quer ser a nova melhor amiga de Lillian. As duas logo passam a disputar a proximidade da amiga, assim como o posto de organizadora do casamento e demais eventos pré-nupciais.
Rotulado de uma forma equivocada como "Se Beber Não case com saia", o filme produzido por Judd Apatow (Ligeiramente Grávidos) vai muito além desse rotulo, pois tem sua personalidade própria. De uma forma bem divertida, acompanhamos os altos e baixos de Annie (Kristen Wlig ,genial) em sua busca por um sentido na vida, e ao mesmo tempo, se ver envolvida como madrinha de casamento de sua melhor amiga, mas em contrapartida, percebendo que esta ficando pra traz, tanto com relação as suas amizades, como também na vida amorosa e profissional. Assim como Amor Sem Escalas, a crise Global serve como ponta pé inicial a trama e ao mesmo tempo como uma metáfora sobre o estado de espírito da personagem que se sente derrotada, mas em busca de um meio de se levantar, mesmo em meio a tanta correria as vésperas do casamento da amiga.
Apesar dos percalços da protagonista, o filme é bem descontraído, gostoso de assistir e momentos de puro humor pastelão, sendo que a atriz Kristen Wlig, mesmo bonita e com um olhar cheio de vida, é desengonçada e atrapalhada nos momentos certos (destaque para a cena do avião, hilária). Embora o filme não fuja de momentos escatológicos (como a cena do banheiro) e de piadas infames (restaurante brasileiro com musica mexicana??) pelo menos quando rola essas piadas, elas são protagonizadas pela redondinha atriz Melissa McCarthy, onde faz uma madrinha de casamento debochada e paranóica a todo o momento. Surpreendentemente a atriz foi lembrada no próximo Oscar, ao ser indicada ao premio de atriz Coadjuvante.
Apesar de o filme escorregar (mas escapar) no típico momento de historia de amor em crise, em que tudo se resolve nos últimos minutos, Missão Madrinha de Casamento foi uma agradável surpresa do ano que passou e que prova que uma nova geração de atrizes está cada vez mais se destacando no gênero do humor pastelão!



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segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Cine Dica: Em Cartaz: Millennium - Os Homens Que Não Amavam As Mulheres

David Fischer dribla os excessos da obra literária (e comparações com a versão Sueca) e cria um filme agiu forte e elegante!
‎Sinopse: Homens que Não Amavam as Mulheres é um enigma a portas fechadas - passa-se na vizinhança de Hedestad Suécia. Em 1966 Harriet Vanger jovem herdeira de um império industrial some sem deixar vestígios. No dia de seu desaparecimento fechara-se o acesso à ilha onde ela e diversos membros de sua extensa família se encontravam. Desde então a cada ano Henrik Vanger o velho patriarca do clã recebe uma flor emoldurada - o mesmo presente que Harriet lhe dava até desaparecer. Henrik está convencido de que ela foi assassinada. E que um Vanger a matou.
Nem vou me estender em fazer comparações com as duas versões, tanto essa americana como a Sueca, porque diferente de outras refilmagens descartáveis (como o sofrível Psicose de 1998) essa versão americana de David Fischer não é uma mera copia, e sim um filme com alma em que o diretor jamais esquece sua visão própria em criar cinema. A historia é a mesma, mas de ângulos diferentes e com muito mais ousadia. Se muitos consideraram a versão sueca sombria e violenta, prepare-se, porque Fischer ousa mais nas cenas em que exige fôlego de quem assiste, nunca de uma forma explicita, mas que incomoda e faz contorcer o espectador na cadeira. Como sempre, Fischer jamais deixa suas raízes para traz (ele começou como diretor de vídeo clipe) e já nos créditos de abertura, ele injeta musica pesada e com cenas bem ao estilo ciberpunk, combinando muito bem com o resto da trama e com sua protagonista.
Como todos sabem, eu havia elogiado bastante sobre o belo casamento de montagem (de Kirk Baxter) e trilha sonora que Fischer fez em A Rede Social, e a fórmula novamente se repete, embora a trilha seja um pouco mais tímida, mas jamais deixa de ser empolgante junto às inúmeras cenas de informações que passam para o espectador, fazendo das seqüências se tornarem muito mais fluidas e interessantes. Com relação ao elenco, novamente Fischer foi feliz em suas escolhas, e se por um momento, a escolha de Daniel Craig gere duvida, imediatamente percebemos o quanto estamos errados. Visto sempre como o novo 007, Craig prova que não vivera apenas com um personagem, e aqui, ele entrega um personagem humano e com defeitos, mas determinado em terminar com o que começou. Fora a franquia do espião Inglês, não via um desempenho de Craig tão bom desde Munique, sendo que naquele, ele era coadjuvante, mas se destacava quando entrava em cena. Mas a alma do filme é realmente Rooney Mara e à sua Lisbeth. A primeira vista, parece que ela esta mais como um peixe fora d’água, pois percebemos que em meio aquele visual forte, onde se destaca as suas roupas pretas, tatuagens e piercing, ela não esconde certa inocência no ar, mesmo com aquele visual anti-social. Mas essa primeira observação, logo vai se deteriorando, no decorrer do primeiro ao segundo ato, pois Lisbeth logo percebe que devera fazer o que melhor sabe, e quando acontece isso (num dos momentos mais fortes do longa) ela prova que não se deve brincar com ela, e Rooney Mara transmite muito bem isso. Vista pela primeira vez no espetacular inicio de A Rede Social, Mara tem todas as chances de voar mais longe após esse grande desempenho.
Voltando a historia, uma coisa que muitos concordam, é que a versão literária se estende demais em seu ato final, principalmente levando-se em conta que o foco principal já havia por encerrado. Tanto na versão sueca, como essa agora, acabam por sofrer do mesmo mal, ao tentar não fugir muito de sua fonte de origem. Porém, Fischer contorna esse mal, graças a soluções certeiras, aliado (como eu disse acima) a ótima montagem que torna tudo mais fluido. Fora o fato que ao chegarmos a esse ato problemático, o espectador já está mais que conquistado pelos personagens e tem aquela sensação de não querer se desvencilhar tão cedo deles.
Por fim, assim como a versão americana de Deixa ela Entrar, Millennium - Os Homens Que Não Amavam As Mulheres é uma prova que, se é para Hollywood ter a cara de pau de fazer versões americanas de sucessos do exterior, então que coloquem no colo de pessoas entendedoras. Americano tem preguiça de ler legendas, mas não quer dizer que sejam todos burros também!

Leia também:  Millennium - Os Homens Que Não Amavam As Mulheres (versão Sueca) 


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sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Cine Especial: Historia do Cinema de Horror: FINAL

Se encerrou ontem o curso Historia do cinema de Horror, criado pelo Cena Um e ministrado pelo especialista no assunto Carlos Primati. Durante quatro dias, outros amantes do cinema e eu, fomos levados ao conhecimento mais aprofundado sobre as raízes do horror do cinema. Da literatura, para as primeiras experimentações do cinematografo, do expressionismo alemão, para a era de ouro do cinema de horror da Universal e etc. Carlos Primati abriu a maquina do tempo e fomos ao passado, onde até muitos filmes desconhecidos, foram citados para enfim serem descobertos para uma nova geração cinéfila.
Boa parte do que Carlos nos falou eu já tinha uma base de conhecimento, pois ano passado, foi o ano em que mais assisti filmes de terror e me aprofundei mais ainda sobre os tempos do estúdio Hammer e Amicus, assim como o período do expressionismo, talvez o mais rico em termos de conteúdo. Mas sempre tem algo a mais para se aprender, como por exemplo, o farto cinema de horror de outros países como a Itália e França. E claro, não poderia ser deixado de lado o assunto sobre os limites éticos do horror, representado por um dos filmes mais polêmicos de todos os tempos, Holocausto Canibal, onde o assunto dominou meia hora final do curso e fechou com chave de Ouro.
Abaixo, acessem todos os links dos especiais com relação ao curso que eu fiz durante esse mês. E aguardem, pois especiais com relação às atividades do CENA UM irão vir mais por ai!


Partes: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 12, 13 e 14


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Cine Dica: Estréias no final de semana (27/01/12)

E ai gente, chega a esse final de semana com um desejo máximo de descansar, pois fora o serviço direto que eu tive, participei do curso do cinema de horror, criado pelo Cena Um. O caso de ter os dias cheios durante quase toda a semana não é o problema, mas o grande mau mesmo foi esse calor que assolou o nosso estado e deixou muita gente como eu abatido, portanto, amanha irei dormir até as 10 da manhã.
Mas nem de descanso irei curtir esse final de semana, pois a maioria das estréias são os indicados ao Oscar 2012, e sendo assim, não posso ficar de braços cruzados, preciso conferir eles. Aguardem para breve a minha critica de cada filme. Confiram as estréias:


Millennium - Os Homens Que Não Amavam As Mulheres (Cinco indicações ao Oscar)
Sinopse: Homens que Não Amavam as Mulheres é um enigma a portas fechadas - passa-se na vizinhança de Hedestad Suécia. Em 1966 Harriet Vanger jovem herdeira de um império industrial some sem deixar vestígios. No dia de seu desaparecimento fechara-se o acesso à ilha onde ela e diversos membros de sua extensa família se encontravam. Desde então a cada ano Henrik Vanger o velho patriarca do clã recebe uma flor emoldurada - o mesmo presente que Harriet lhe dava até desaparecer. Henrik está convencido de que ela foi assassinada. E que um Vanger a matou.


J. Edgar
Sinopse: Cinebiografia sobre o ex-diretor do FBI J. Edgar Hoover (Leonardo DiCaprio) que mostra tanto sua escandalosa carreira marcada por uma administração dura do FBI e casos de chantagem quanto seu duradouro romance com Clyde Tolson (Armie Hammer).


Os Descendentes (cinco indicações ao Oscar)
Sinopse: Os Descendentes apresenta a história de uma família imersa em um momento de intensa crise. A mãe Elizabeth (Patricia Hastie) está em coma depois de um acidente de barco e cabe ao pai Matt King lidar com as filhas e tudo mais que diz respeito à família.brInterpretado por George Clooney Matt enfrenta dificuldades para se aproximar das garotas: Scottie de 10 anos e Alexandra de 17. Conflitos pessoais e a falta de diálogo antes do triste episódio fazem com que todos pareçam se apoiar na ideia de que a mãe recupere a consciência embora essa realidade se afaste cada vez mais.



Precisamos falar sobre o Kevin
Sinopse: Eva (Tilda Swinton) é mãe de Kevin (Ezra Miller) adolescente que cometeu assassinato em massa em sua escola. Sem conseguir entender as ações do filho ela tenta lidar com sua dor e o sentimento de culpa por se sentir responsável pelo fato.



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quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Cine Especial: Historia do Cinema de Horror: Parte 14

Hoje será o ultimo dia do curso “historia do cinema de Horror”, criado pelo CENA UM e ministrado pelo entendedor do assunto Carlos Primati. Hoje, o assunto principal, será sobre um dos filmes mais polêmicos de todos os tempos. E como eu já assisti, confiram abaixo o que eu achei. Nota: O texto contem trechos que revelam momentos da trama!

Holocausto Canibal

Sinopse: Professor da Universidade de Nova York vai atrás de uns documentaristas perdidos, quando esses saíram para filmar na Amazônia. Lá chegando, ele descobre os horrores que eles passaram nas mãos de canibais.
Sabendo que esse filme seria um dos destaques do curso que iria participar, logo então decidi procurá-lo, mas com certo receio, já que muitos consideram um dos filmes mais repugnantes e violentos da historia do cinema. Após assisti-lo, devo reconhecer que o filme é sim bastante violento e doentio, mais precisamente ao retratar os documentaristas, gananciosos e sem menor noção com o que realmente estão lidando na selva, acreditando que acharam o seu parque de diversões. Ao terem o seu primeiro contato com os nativos, os protagonistas começam a agir de uma maneira tão ensandecida, que nem sentimos muita pena com relação aos seus destinos, pois eles procuraram por isso.
Se nos sentimos realmente repugnados por determinadas cenas, são justamente pelas mortes dos animais que ocorrem na trama, como de um gambá e principalmente de uma tartaruga gigante que é totalmente estripada por alguns minutos, mas o suficiente para serem intermináveis. É nestas seqüências, que eu acredito que o diretor Ruggero Deodato procurou o maior realismo possível e com êxito, embora reprove por completo qualquer mau trato imposto em animais, e atualmente com certeza não creio que aja um cineasta que tenha coragem de fazer o que Deodato fez. Mas para que tanto realismo e violência? Eu acredito que o diretor queria fazer um retrato sombrio do ser humano inconseqüente e da hipocrisia da sociedade sobre certos limites étnicos. Durante os anos 70, o povo norte americano perdeu completamente a sua inocência, devido a diversos fatos da época, e com isso, qualquer tentativa de se esconder embaixo de uma mascara, ocultando o lado feio da coisa, é mero artifício obsoleto. Bom exemplo disso é a cena em que um dos documentaristas está achando graça de um cadáver de uma das nativas, empalada em um tronco, para então depois fingir na frente da câmera que se sente horrorizado.
Por algum tempo Ruggero Deodato chegou até mesmo ser acusado pela criação do filme, pois certas autoridades achavam as cenas realistas demais e exigiram que o diretor provasse que os atores estivessem realmente vivos. Tudo isso se deve a vertiginosa seqüência final, onde o historiador e outras pessoas testemunharam as imagens na tela, dos rolos perdidos dos documentaristas da trama. A seqüência em si é realmente realista e muito violenta, mas o que tiver o olho mais atento percebera que existem muitos truques de câmera e perceberam os momentos de quando são os atores atuando, e quando são já bonecos, representando eles mortos. Deodato sem sombra de duvida estava com a sua mente mais a frente do seu tempo, pois a forma que é criada a produção, em parte como um possível e real documentário, é algo que o publico veria mais tarde em filmes como A Bruxa de Blair e que atualmente é o mais novo artifício de sucesso dos filmes de horror, como REC por exemplo.
Não é um filme que se tornou e muito pouco se tornara favorito para muitos, mas é uma produção, que a pós a exibição, se perguntamos quem eram realmente os vilões dessa trama e quem eram os heróis. Ou melhor, dizendo (como o historiador fala no final) quem eram ali os verdadeiros canibais? Nem tudo da natureza do seu humano pode ser respondida!


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Cine Curiosidade: Indicados ao Oscar 2012

Ando meio ausente por aqui, devido ao fantástico curso sobre filmes de Horror, mas estou na área. Nesta retomada, lanço aqui a lista completa dos indicados ao Oscar 2012 e aproveito para dizer quais eu acho que são os favoritos em cada categoria, confiram:



Melhor filme
"Cavalo de guerra"
"O artista"
"O homem que mudou o jogo"
"Os descendentes"
"A árvore da vida"
"Meia-noite em Paris"
"História cruzadas"
"A invenção de Hugo Cabret"
"Tão forte e tão perto"
Meus favoritos: O artista, A árvore da vida, A invenção de Hugo Cabret


Melhor ator
Demián Bichir - "A better life"
George Clooney - "Os descendentes"
Jean Dujardin - "O artista"
Gary Oldman - "O espião que sabia demais"
Brad Pitt - "O homem que mudou o jogo"
Meus favoritos: Gary Oldman, George Clooney


Ator coadjuvante
Kenneth Branagh - "Sete dias com Marilyn" (trailer ao lado)
Jonah Hill - "O homem que mudou o jogo"
Nick Nolte - "Warrior"
Max Von Sydow - "Tão forte e tão perto"
Christopher Plummer - "Beginners"
Meu favoritos: Christopher Plummer, Max Von Sydow


Melhor animação
"A Cat in Paris"
"Chico & Rita"
"Kung Fu Panda 2"
"Gato de Botas"
"Rango"
Meus favoritos: Rango, A Cat in Paris


Melhor atriz
Glenn Close - "Albert Nobbs"
Viola Davis - "Histórias cruzadas"
Rooney Mara - "Os homens que não amavam as mulheres"
Meryl Streep - "A dama de ferro"
Michelle Williams -"Sete dias com Marilyn
Meus favoritos: Michelle Williams, Meryl Streep

Melhor atriz coadjuvante
Octavia Spencer - "Histórias cruzadas"
Bérénice Bejo - "O artista"

Jessica Chastain - "Histórias cruzadas"
Janet McTeer - "Albert Nobbs"
Melissa McCarthy - "Missão madrinha de casamento"
Meus favoritos: Melissa McCarthy

Melhor roteiro original
"O artista"
"Missão madrinha de casamento"
"Margin Call"
"Meia-noite em Paris"
"A separação"
Meus favoritos: Meia noite em Paris, A Separação


Trilha sonora original
"As aventura de Tintim" - John Williams
"O Artista" - Ludovic Bource
"A invenção de Hugo Cabret" - Howard Shore
"O espião que sabia demais" - Alberto Iglesias
"Cavalo de guerra" - John Williams
Meus favoritos: Cavalo de Guerra, As aventuras de Tintim


Canção original
"Man or Muppet", de "Os Muppets", música e letra de Bret McKenzie
"Real in Rio", de "Rio", música de Sergio Mendes e Carlinhos Brown, letra de Siedah Garrett
Meus favoritos: RIO

Maquiagem
"Albert Nobbs"
"Harry Potter"
"A dama de ferro"
Meus Favoritos: Harry Potter

Direção de arte
"O artista"
"Harry Potter"
"A invenção de Hugo Cabret"
"Meia-noite em Paris
"Cavalo de guerra"
Meus favoritos: O Artista, Harry Potter


Fotografia
"O artista"
"Os homens que não amavam as mulheres"
"A invenção de Hugo Cabret"
"A árvore da vida"
"Cavalo de guerra"
Meus Favoritos: O Artista, A árvore da vida

Figurino
"Anonymous"
"O artista"
"A invenção de Hugo Cabret"
"Jane Eyre"
"W.E."
Meus favoritos: O artista, A invenção de Hugo Cabret

Diretor
Michel Hazanavicius - "O artista"
Alexander Payne - "Os descendentes"
Martin Scorsese - "A invenção de Hugo Cabret"
Woody Allen - "Meia-noite em Paris"
Terrence Malick - "A árvore da vida"
Meus Favoritos: Terrence Malick, Martin Scorsese

Documentário (longa-metragem)
"Hell and Back Again"
"If a Tree Falls: A Story of the Earth Liberation Front"
"Paradise Lost 3: Purgatory"
"Pina"
"Undefeated"
Documentário (curta-metragem)
"The Barber of Birmingham: Foot Soldier of the Civil Rights Movement"
"God Is the Bigger Elvis"
"Incident in New Baghdad"
"Saving Face"
"The Tsunami and the Cherry Blossom"

Edição
"O artista"
"Os descendentes"
"Os homens que não amavam as mulheres"
"A invenção de Hugo Cabret"
"O homem que mudou o jogo"
Meus favoritos: O Artista

Melhor filme em língua estrangeira
"Bullhead" - Bélgica
"Footnote" - Israel
"In Darkness" - Polônia
"Monsieur Lazhar" - Canadá
"Separação" - Irã
Meus favoritos: Separação

Curta-metragem de animação
"Dimanche"
"The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore"
"La Luna"
"A Morning Stroll"
"Wild Life"

Curta-metragem
"Pentecost"
"Raju"
"The Shore"
"Time Freak"
"Tuba Atlantic"

Edição de som
"Drive"
"Os homens que não amavam as mulheres"
"A invenção de Hugo Cabret"
"Transformers: o lado oculto da lua"
"Cavalo de guerra"
Meus favoritos: Drive

Mixagem de som
"Os homens que não amavam as mulheres"
"A invenção de Hugo Cabret"
"O homem que mudou o jogo"
"Transformers: o lado oculto da lua"
"Cavalo de guerra"
Meus favoritos: A invenção de Hugo Cabret

Efeitos visuais
"Harry Potter"
"A invenção de Hugo Cabret"
"Gigantes de aço"
"Planeta do macacos"
"Transformers: o lado oculto da lua"
Meus favoritos: Planeta dos Macacos

Roteiro adaptado
"Os descendentes"
"A invenção de Hugo Cabret"
"Tudo pelo poder"
"O homem que mudou o jogo"
"O espião que sabia demais"
Meus favoritos: O espião que sabia demais, A invenção de Hugo Cabret


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terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Cine Especial: Historia do Cinema de Horror: Parte 13


O curso sobre o cinema de horror já começou, mas decidi continuar com as matérias, pois muita coisa merece destaque. Hoje, deixarei abaixo os meus filmes de horror preferidos, dez no total. Alguns podem não ser nenhuma obra prima, mas nem por isso impediu que deixasse algo de significativo na historia do cinema. Confiram:    

O Exorcista
Levei anos para ver esse filme (minha mãe não deixava, hehe), mas no fim valeu à pena. Se tiver um filme que mostra a verdadeira cara do puro mau, esse é o Exorcista. A pequena Regan (Linda Blair, extraordinária) aterrorizou milhares de espectadores no anos 70 e ainda hoje causa o mesmo efeito. William Friedkin (Operação França) surpreendeu o mundo, ao criar um filme de terror, onde a historia se passa num mundo real como nosso. Onde há pessoas reais, mas que de uma hora para outra, tudo vira do avesso, com esses estranhos acontecimentos. Ainda hoje há sempre filmes sobre exorcismo, mas nenhum deles superou esse, ainda com status de filme mais aterrorizante de todos os tempos!
Psicose
No curso sobre Alfred Hitchcock, Carlos Primati mostrou a famosa cena do assassinato do chuveiro sem trilha sonora, e para ele, sem a trilha, a cena se torna muito mais angustiante e violenta. Eu discordo, pois a cena causa muito mais impacto com a trilha, por fazer um belo casamento com cada movimento em que a faca atinge a protagonista da trama. E o legal, que normalmente as trilhas sempre preparam o espectador para o pior que esta por vir, já essa não. Nos pega desprevenidos e causa um efeito ainda hoje arrepiante.
Em poucos segundos, Hitchcock mudaria a forma de fazer cinema para sempre. Houve inúmeros imitadores, alguns até chegando perto, mas nada se comparado com aquilo.
Nosferatu (1979)
A briga de cão e gato do diretor Werner Herzog e do ator Klaus Kinski se tornaram épicas em cada filme que trabalharam juntos. Mas dessas farpas, surgia sempre algo de bom (vide A Cólera dos Deuses) e Nosferatu (79) não é exceção.
Segundo as próprias palavras do diretor, Nosferatu (1922, dirigido por Murnau) não é só um dos melhores filmes do expressionismo, como também um dos melhores filmes alemães de todos os tempos. Dito isso, não é de se espantar que ele tenha caprichado nesta refilmagem de 1979, mas ninguém imaginava o quanto ele tornaria essa obra, por vezes, superior ao clássico de 1922. Tudo isso se deve por ele criar um visual gótico, onde representa o temor da morte a cada momento (os créditos iniciais são um bom exemplo), e como sempre, nos brinda com uma grande interpretação de Kinski, como o Conde Vampiro, muito mais próximo da visão, tanto de Stoker, como a de que Murnau criou no passado. Com um clima de horror apocalíptico, o filme hipnotiza a cada cena que passa e termina de uma forma, que faz com que agente continue com historia em nossas mentes.
Tubarão
Pode se dizer que Steven Spielberg assistiu bastante os filmes de Alfred Hitchcock, pois suas primeiras obras (começando com Encurralado) lembram muito os trabalhos do mestre do suspense. Desses primeiros filmes, o melhor que se destaca é realmente tubarão, onde ele cria um cenário de suspense sufocante, mesmo com o fato do tubarão em si, aparecer bem depois. Claro que isso se deve um pouco a majestosa trilha sonora de John Willians, que graças a ela, serve para criar tensão e um sinal de alerta, da aproximação da fera.
REC
Num mundo pós 11 de setembro, cada vez mais o espectador exigiu mais realismo dos filmes que se assistia. Pode-se dizer que atualmente, quanto mais real melhor. Só assim para explicar o fenômeno de filmes que representam um possível documentário, mas que no final das contas, é uma incrível encenação dos eventos que ocorrem na tela. Dentre esses filmes, a produção espanhola REC se destaca pelo seu realismo cru, ao fazer o espectador assistir o nascimento de um verdadeiro inferno na terra (ou melhor, dentro de um prédio). A simples historia de uma reporte, cobrindo o dia a dia dos bombeiros, toma proporções espetaculares, onde os atores realmente transmitem medo para nos no decorrer do filme. O ato final, esta entre os mais assustadores do cinema recente.
A Bruxa de Blair
Na época, boa parte das pessoas acreditou que os eventos mostrados neste filme fossem realmente reais. Tanto, que nas vésperas da estréia da película, havia sido lançado na TV americana, um documentário sobre a Bruxa de Blair e sobre os três jovens que desapareceram na floresta. Alias o filme havia pegado carona com os primeiros passos da internet, e sua divulgação pela rede serviu de base para outros filmes no decorrer dos anos.
Após a poeira baixar, tudo foi revelado, e as três vitimas da bruxa estavam vivos, sendo uma tremenda forma de vender o seu peixe, mas que gerou resultados positivos. Mesmo dividindo a critica e publico na época, A Bruxa de Blair fez escola, e se muitos curtem filmes como Atividade Paranormal, muito se deve a essa produção de 99.
Pássaros
Hitchcock nunca fez um filme do gênero fantástico, mesmo com um currículo que lhe garantiria uma vaga fácil para fazer uma adaptação de uma das obras de Edgar Alan Poe. Pássaros é o mais próximo de um gênero fantástico que ele pode oferecer, ou melhor, dizendo, um filme que mostra um ataque de pássaros de uma forma inexplicável, embora ajam momentos com situações subliminares que possam dar alguns esclarecimentos, mas nunca esclarecidos explicitamente.
Com inúmeras cenas de suspense eletrizantes, Hitchcock usou o melhor que tinha de efeitos especiais da época, e ainda hoje impressiona nas cenas de ataque dos pássaros, como aquela onde os bichos atacam o centro da cidade.
FOME ANIMAL
A primeira vez que eu assisti a esse filme, foi no saudoso Cine Band Trach, e nunca mais me esqueci do verdadeiro banho de sangue que o filme proporciona, o agito da câmera ensandecida, mas acima de tudo, o humor negro dos mais divertidos. Mesmo com um baixo orçamento, Peter Jackson deitou e rolou fazendo esse filme, não poupando nenhum pouco nas cenas de violência, sangue e bizarrice (como a cena de um intestino vaidoso). Na época, nem imaginava quem era o diretor, muito pouco imaginava que um dia ele filmaria uma das melhores trilogias do cinema de todos os tempos (Senhor dos Anéis), mas é assim que os grandes diretores começam, por baixo, mas com grande estilo.

Todo mundo quase morto
Eu fico me perguntando se George A, Romero sabia que, com a sua criação de A Noite dos Mortos Vivos geraria tamanhos frutos, tanto para inúmeros filmes com o mesmo tema, como também inúmeros debates que esses filmes proporcionam. No caso da deliciosa produção inglesa Todo Mundo Quase Morto, o filme não é somente uma mistura do gênero terrir com os filmes de zumbis, mas sim uma critica sobre a alienação das pessoas durante o dia a dia, no qual chega a um ponto, que não precisaria de um vírus ou outra coisa para se tornarem zumbis, pois eles próprios estão se tornando isso. Belo exemplo é a fantástica cena do protagonista (Simon Pegg, hilário) onde ele sai da casa, atravessa a rua, vai para a calçada e chega ao mercado, sendo que durante o trajeto, a cidade já esta tomada de zumbis, mas ele simplesmente não se da conta, porque ele sempre faz todo o santo dia o mesmo trajeto e esquecendo o que rola em volta. Infelizmente, o filme teve uma distribuição infeliz para cá, chegando apenas em DVD, mas rapidamente conquistou uma legião de fãs.

O Silencio dos Inocentes
Jonathan Demme fez alguns ótimos filmes ao longo da carreira (como Filadélfia),mas jamais superou o verdadeiro jogo de gato e rato que criou em 1991, ao transportar para as telas, um dos grandes vilões do cinema, o Anníbal Lecter, interpretado magistralmente por Anthony Hopkins, que mesmo em apenas 30 minutos de cena, foram suficientes para conquistar o publico e critica e levar o seu merecido Oscar. Jodie Foster, porém, não fica atrás, e duela de igual para igual na interpretação, quando esta frente a frente com Hopkins, sendo que ambos proporcionam momentos únicos de jogo psicológico, onde se desenterra o passado da protagonista. Atenção pelo verdadeiro jogo de cenas em que o diretor nos brinda no ato final da trama, fazendo que nos mesmos fiquemos aflitos, junto com a protogonista.


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domingo, 22 de janeiro de 2012

Cine Dica: Em Cartaz: A SEPARAÇÃO

Sinopse: Após se divorciar da esposa Simin (Leila Hatami), Nader (Peyman Moaadi) é obrigado a contratar uma jovem para tomar conta de seu pai idoso que sofre de Alzheimer em estágio avançado. Porém a diarista está grávida, e trabalhando sem o consentimento de seu marido, condições que junto a um terrível incidente, levará as duas famílias a um julgamento de cunho moral e religioso.
Vencedor do Globo de Ouro de  melhor filme estrangeiro e candidato forte para o próximo Oscar, A Separação já dispara como um dos melhores títulos lançados neste inicio de ano. Muito se deve há isso ao próprio diretor Asghar Farhadi (A Procura de Elly) que não se intimidou em retratar uma família de classe média do Irã em declínio, embora as rações disso comecem justamente quando a esposa quer partir daquele país. Isso já seria o suficiente para aquele governo tão preso as suas leis falidas e princípios, ficarem com o pé atrás com a produção, mas o filme vai muito alem disso.
A separação do casal central é apenas o ponta pé inicial para inúmeros eventos que irão se desencadear, e falar mais sobre isso seria estragar as inúmeras surpresas que a trama há de mostrar. O que posso adiantar, é que a historia ira fazer com que princípios, verdades, mentiras e leis, se baterem de frente umas com as outras, onde o diretor retrata com a câmera na mão como se fosse um documentário filmado, daquele cotidiano de pessoas comuns, presas as situações que poderiam muito bem ser resolvidas, se não fosse a fé cega que eles carregam, ou temerem pelo julgamento daqueles que observam. Em meio a isso, a menina do casal central (interpretada pela própria filha do diretor) passa uma certa inocência perante aquilo tudo que observa, embora amadureça ao longo do filme, ao ponto, de fazer difíceis escolhas, que fará dela uma mulher futuramente mais independente e seguir o seu próprio rumo. Não me surpreenderia então, se o diretor quisesse retratar nesta menina, o futuro da mulher do Irã, ou o que estão dentro delas atualmente querendo liberar, mas isso seria para outro debate, no qual se estenderia por horas.
Com apenas dois filmes no currículo, Asghar Farhad já deixou sua marca registrada no mundo do cinema, seja artisticamente ou uma forma para criar o seu desabafo pessoal sobre o mundo que veio. Com A Separação, finalmente conseguiu fazer, com que agente nos identificássemos com aquelas outras pessoas de um país tão fechado do mundo, mas que no final das contas, são gente como agente! 


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sábado, 21 de janeiro de 2012

Cine Dica: Em DVD e Blu-Ray: O HOMEM DO FUTURO

Sinopse: João/Zero (Wagner Moura) é um cientista genial, mas infeliz porque há 20 anos atrás foi humilhado publicamente durante uma festa e perdeu Helena (Alinne Moraes), uma antiga e eterna paixão. Certo dia, uma experiência com um de seus inventos permite que ele faça uma viagem no tempo, retornando para aquela época e podendo interferir no seu destino. Mas quando ele retorna, descobre que sua vida mudou totalmente e agora precisa encontrar um jeito de mudar essa história, nem que para isso tenha que voltar novamente ao passado. Será que ele conseguirá acertar as coisas?
Claudio Torres (Mulher Invisível) vem de uma turma que anda conquistando o publico brasileiro atual nos cinemas, que é no gênero da comédia. Com esse gancho, Torres mistura esse gênero com a da ficção cientifica (tema raríssimo em nossos cinemas), e bola uma trama que claramente é uma homenagem a trilogia De Volta Para o Futuro. Todas as idéias propostas da trilogia estrelada por Michael J. Fox estão lá, desde a viagem no tempo ao passado, futuro, realidade alternativa, encontros com o outro eu e a regra básica, que não se pode mudar no passado o que já foi feito.
Nesta salada, Vagner Moura entrega um papel de inúmeras camadas de personalidade, (de acordo com cada eu dele que ele se encontra) e comprova novamente sua versatilidade, fazendo agente até se esquecer durante o filme, o seu personagem mais marcante do cinema que foi o seu capitão Nascimento.  O mesmo não pode se disser sobre o resto do elenco, principalmente de Aline Moraes, com uma interpretação tão dura e sem sal, quanto as personagens que ela interpreta nas novelas da globo, mas se não ajuda, também não atrapalha. Com um ritmo frenético, onde em pouco mais de 10 minutos, somos jogados juntos com o protagonista nas viagens do tempo, O Homem do Futuro é uma formula de dois gêneros juntos que deu certo, resta saber se a ficção cientifica por si só, sobreviveria no nosso cinema.


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sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Cine Especial: Historia do Cinema de Horror: Parte 12

Pois é minha gente, ta chegando a hora de eu participar desse curso abaixo:
Quem tiver afim de participar comigo, e com outros amantes da sétima arte, entrem no blog do CENA UM o quanto antes clicando aqui.
Lembrando, que já existe uma lista para futuros cursos do CENA UM neste ano, que na maioria deles, será focado a muitos diretores “autores” consagrados, como Pedro Almodóvar por exemplo. Portanto fiquem ligados! 


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Cine Dica: Estréias no final de semana (20 / 01 /12)

E ai gente, volto com a postagem de “estréias do final de semana”, que estava meio que ausente durante as minhas férias. E nada melhor para começar essa postagem, dando destaque a Tintim. Fracasso nos EUA, sucesso pelo mundo (principalmente na Europa), o filme faturou recentemente o Globo de Ouro de melhor longa de animação e tem tudo para agradar os fãs brasileiros, tanto aqueles que leram as historias clássicas, como também aqueles que acompanham a serie animada pela Rede Cultura (como no caso a minha mãe). Portanto, aguardem minha critica por aqui sobre o filme muito em breve!

Confiram as outras estréias da semana:

As Aventuras de Tintim
Sinopse: O aventureiro Tintim compra para o amigo Haddock um modelo de um galeão antigo que por coincidência era a réplica do navio de um antepassado do capitão o cavaleiro de Hadoque. O modelo é roubado e logo depois a casa de Tintim é toda revirada. O que os assaltantes procuravam? Por sua vez o capitão acha no sótão de casa as memórias do cavaleiro.

 


2 Coelhos
Sinopse: Edgar encontra-se numa situação natural para a maioria dos brasileiros espremido entre a criminalidade que age impunemente e o poder público corrupto e ineficiente. Cansado desta situação ele resolve fazer justiça com as próprias mãos e elabora um plano que colocará os criminosos e corruptos em rota de colisão. Dois Coelhos é um enigmático suspense de ação como nunca visto no cinema nacional.


A Música Segundo Tom Jobim
Sinopse: O extraordinário universo da música de Antonio Carlos Jobim não cabe em palavras. Foi com essa idéia em mente e a sensibilidade aguçada que o diretor Nelson Pereira dos Santos ao lado de Dora Jobim se dispôs a encarar o desafio de desvendar em filme a trajetória musical do grande compositor brasileiro autor de uma obra eterna de alcance internacional. Em A música segundo Tom Jobim os diretores escolheram o caminho sensorial da imagem e do som para exibir o trabalho do músico considerado ao lado de Heitor Villa-Lobos um dos maiores expoentes de todos os tempos da música brasileira. Não há uma palavra sequer no filme. E nem é preciso. Uma sucessão de imagens de grandes intérpretes brasileiros e internacionais em performances inesquecíveis e do próprio Tom Jobim em diferentes momentos alinhava a trajetória musical do maestro soberano . Está tudo lá: a força e a beleza da sua música as diferentes fases do artista o alcance e a poesia das suas canções sua personalidade musical a importância da sua obra. Tudo conduzido de forma vigorosa e poética sem necessidade de maiores explicações. Apenas o prazer e a emoção de ouvir Tom Jobim.

A fonte das mulheres
Sinopse: Centrada na guerra dos sexos, esta comédia dramática é uma fábula moderna de uma pequena vila onde mulheres ameaçam fazer greve de sexo se os homens não buscarem água em um lugar longínquo. A rebelião é liderada pela jovem liberal Leila (Leïla Bekhti).


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quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Cine Dica: Em Cartaz: SHERLOCK HOLMES: O JOGO DAS SOMBRAS

LIVRE DAS AMARRAS DO FILME ANTERIOR, GUY RITCHIE CRIA UM FILME CONTAGIANTE E CHEIO DE ENERGIA!
Sinopse: Quando o príncipe herdeiro da Áustria é encontrado morto a prova interpretada pelo Inspetor Lestrade aponta para suicídio. Mas Sherlock Holmes deduz que o príncipe tenha sido vítima de um assassinato um assassinato que é apenas uma peça de um quebra-cabeça maior e muito mais portentoso desenhado pelo Professor Moriarty o mais novo e maior gênio do crime.
Quando eu assisti ao primeiro filme do Homem Aranha comandando pelo Sam Raimi, percebi que aquilo não parecia um filme do diretor. Tudo bem que o filme era ótimo, mas parecia que o cineasta estava totalmente preso em não fazer seus tipos de cena que tanto gostava de fazer em filmes como a trilogia Uma Noite Alucinante. Bastou então o filme estourar nas bilheterias, para então ter liberdade total no segundo filme e mostrar todas as suas marcas registradas (a cena do vilão onde mata todos os médicos é um bom exemplo).
Pegando esse exemplo lá atrás, ele é um retrato de como as franquias atualmente do cinema americano funcionam. Pega um diretor com sua visão própria (ou autor), coloque ele no primeiro filme comandando, mas ao mesmo tempo com a mão no freio, e se o filme funcionar, que fique livre para deitar e rolar na seqüência. Essa tese se fortalece na nova aventura de Sherlock Homes, comandada novamente por Guy Ritchie (Jogos Trapaças e Dois Canos Fumegantes) que se no primeiro filme, parecia mais estar namorando com seu modo de se criar cinema, aqui ele está totalmente solto para usar e abusar das cenas de ação luta e comedia, numa verdadeira montanha russa visual cheia de emoção e humor na medida certa.
Comparado a Quentin Tarantino no inicio de carreira, Guy Ritchie ganhou luz própria em filmes em que ele usou todos os seus ingredientes que usava no tempo que fazia vídeo clipes (câmera lenta e acelerada, com uma montagem frenética) e nos seus filmes para o cinema, criou- se diálogos afiados e espertos nos quais o publico se amarra em cada segundo que passa. Tudo isso, esta nesta seqüência, das aventuras do detetive mais famoso do mundo, interpretado de uma forma afiada e segura pelo ator Robert Downey Jr (que apartir do Homem de Ferro, realmente a carreira renasceu das cinzas) que ao lado do personagem Watson (Jude. Law) tem uma das melhores duplas de aventura e humor dos últimos anos. A cada cena que ambos contracenam, é um espetáculo de interpretação de ambos os atores, com um humor que contagia o espectador que assiste e que acaba sendo até mesmo difícil escolher qual a melhor cena dos dois (a minha favorita fica com a cena da chegada ao casamento, hilária). E se a dupla funciona, é porque tudo se deva ao diretor em saber exatamente o que esta fazendo com os seus atores, criando um vinculo muito bem executado, tanto nos diálogos, como nas cenas de luta que exige mais da dupla, mas que torna tudo um verdadeiro balé coe grafado, que não deve em nada aos musicais da era de ouro do cinema. O mesmo se pode dizer das cenas de ação, que surpreendentemente, se tornam cada uma delas como se fosse a ultima de um ato final grandioso (a cena da perseguição da floresta é espetacular), em que o diretor usa como nenhum outro, seqüência de câmera lenta, onde mostra os mínimos detalhes de um determinado ponto da cena, como um tiro de raspão por exemplo. Embora a trama seja cheia de informações (não pisque os olhos) eu particularmente achei muito divertido que certos detalhes, antes insignificantes, se tornem tão importantes depois. Isso graças à montagem do diretor, na qual usa e se diverte com elas, para se criar então os flashbacks e mostrar cada detalhe que o protagonista arquitetou anteriormente por exemplo.
Com tantos atrativos, é uma pena que o grande vilão da trama, Professor Moriaty se torne meio que apagado em alguns momentos, mesmo com todo o esforço e refinamento ardiloso que passa o ator Jared Harris ao representar o seu personagem. O mesmo vale pela talentosa atriz Noomi Rapace (do original Sueco Milênio: Os Homens que não amavam as mulheres) que pouco pode fazer perante a tanta técnica e interpretação dos outros atores, embora a sua presença em cena não seja ignorada.
Com um ato final que reserva surpresas (e gargalhadas até o ultimo segundo) Sherlock Holmes: O Jogo das Sombras, é um belo de exemplo de como a maquina do cinema americano funciona com relação a franquias atualmente, que é “faça com cuidado o primeiro filme, e se fizer sucesso, faça do seu jeito no próximo filme”. Nolan, Raimi e principalmente Ritchie entenderam bem a proposta, e nas seqüências, esbanjam suas visões próprias. Nos, só temos que agradecer!


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