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quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Cine Especial: OS FILMES PERDIDOS

Versão mais longa de Metropolis achada em Bueno Aires é considerada a definitiva.  

Nestes últimos dois dias, estive participando do curso sobre o expressionismo alemão, ministrado por Carlos Primati. Infelizmente uma coisa que ele falou, e que é verdade, é que dos 100% de filmes que foram criados naquele período na  Alemanha, apenas 20% sobreviveram ao longo do tempo. Motivos por ter acontecido isso é que não faltam, desde a má conservação das copias originais, há incêndio ou até mesmo destruídos pelo governo durante a segunda guerra mundial.  
Felizmente ao longo da historia, existiram pessoas, que se tornaram verdadeiros arqueólogos de filmes perdidos, que foram escavando e encontrando obras até então desaparecidas. Bom exemplo disso, foi quando acharam em Bueno Aires a versão original do clássico Metrópoles, sendo restaurada e exibida na edição de 2010 do Festival de Berlim, data em que o festival comemorou 60 anos. Porém, historiadores e cinéfilos não satisfeitos, ainda procuram por aquelas obras que muitos consideram já impossíveis de se encontrar.
Pensando assim, solto abaixo dois filmes(?) que ainda hoje se encontram perdidos.

  LONDRES DEPOIS DA MEIA NOITE

Sinopse: A história do filme inicia-se aproximadamente cinco anos antes de uma morte ocorrida numa casa aparentemente assombrada. O inspector Burke (Chaney), da Scottland Yard, foi encarregado das investigações e acredita que trata-se de um homicídio. Ele sugere aos dois suspeitos (um deles amigo e o outro um sobrinho da vítima) de que os crimes foram cometidos por um vampiro.

Londres depois da Meia Noite, de 1927, é considerado o primeiro filme norte-americano tendo o vampirismo como pano de fundo. A produção é resultado da parceria do realizador Tod Browning com o ator Lon Chaney. Browning e Chaney são reunidos de novo pela MGM (Chaney tinha regressado à Universal Pictures e interpretado o clássico O Fantasma da Ópera, em 1925 antes da produção de Londres depois da Meia Noite. Tanto o vampiro, como o inspetor, foram interpretados pelo próprio Chaney. No caso do vampiro, o ator usou uma elaborada caracterização preparada por ele próprio, que era sua especialidade (por isso o apelido do homem das mil faces). O resultado, é uma cara assustadora, que não deve nada ao seu Fantasma da Opera.
Lamentavelmente em 1960 um incêndio destruiu a última cópia viva da obra, levando o filme a considerar-se perdido e lendário. Contudo, já na década de 90, Rick Schmidlin reconstruiu o filme através de fotografias que havia, e é graças a ele que podem encontrar este filme na internet ou online. Contudo, a versão tem apenas 45 minutos e como já disse é feita apenas de fotogramas, mas é a única maneira de ainda se poder assistir a este filme místico.
Londres depois da Meia Noite seria o ultimo filme de Chaney do tempo do cinema mudo. Ele iria morrer em 1930 e Tod Browning iria voltar ao vampirismo ao dirigir Drácula, com Bela Lugosi.
Curiosamente, seria Chaney que faria o famoso Conde, se não fosse pela sua prematura partida. A pergunta que fica é: Como seria Chaney como Drácula? Se tivesse acontecido isso, a realidade seria completamente diferente da que conhecemos com relação ao rei dos vampiros.

O Mistério Da Seqüência Da Aranha No Poço
 do filme  King Kong

O poder da historia de King Kong nunca diminuiu, mas o conteúdo de King Kong tomou muitas formas desde que a sua produção iniciou em 1932. Cenas foram criadas e cortadas, foram perdidas e achadas por uma variedade de motivos: financeiros, criativos e políticos. Algumas das mudanças mais prejudiciais ocorreram cinco anos após a estréia de King Kong. Em 1938, cinco anos depois do seu lançamento original quando King Kong foi relançado à administração do código de produção ficou preocupada. Rasgar as roupas de Fay Wray foi considerado como um estupro ou algo assim e cheirar suas roupas não foi considerado de bom gosto.
Eles basicamente pegaram suas tesouras e disseram: ”O que funcionou em 1933 não serve mais, somos muito mais sofisticados hoje e não achamos que o publico deva ver isso”.Primeiramente, estavam preocupados com a violência do filme. Kong derruba dois nativos do andaime com um pau e então pegar um deles e o coloca na boca. E em outra cena ele esta pisando e esmagando outro nativo no chão. E também a seqüência em que ele procura por Fay Wray no prédio. Ele pega outra moça e a segura de cabeça para baixo vê que não é Fay, então a solta e ela cai e morre.
São uns quatro minutos e meio de material. Tem muita coisa que foi cortada do filme que achavam que estava perdida por anos, por décadas. Aquelas cenas se tornaram um tipo de Santo Graal do cinema. E por muito tempo, a versão censurada de 1938 era a única coisa que havia sobrevivido. E incrivelmente foi descoberta, nos anos 60 ou 70. O homem que cortou fora aquelas cenas as levou para casa. E um tempo depois ele encontrou as cenas vendeu para outra pessoa e foi eventualmente, reinserida no filme. Então, por um tempo, a única maneira de ver as tomadas censuradas, era vendo uma versão granulada e arranhada em 16 mm editada em um filme de 35 mm, então elas se destacavam um pouco. E milagrosamente, essa copia foi descoberta na Inglaterra. Pois a censura britânica não sacou suas tesouras como os americanos. E assim temos essa bela e intacta copia em nitrato. E essa copia de 35 mm foi restaurada.
E as 29 tomadas de King Kong foram desenterradas e restauradas ao seu lugar de direito no filme, mas outras cenas perdidas podem nunca ser encontradas. E a mais famosa é chamada pelos fãs e peritos de “Seqüência da cova da aranha”.Diz-se que ocorria entre o momento em que Kong derruba o tronco no precipício e o momento em que Jack Driscoll é atacado pelo lagarto gigante.No filme, pelo roteiro, alguns dos marinheiros que caíram do tronco nessa fossa sobreviveram no fundo do desfiladeiro e são atacados por várias criaturas assustadoras, insetos e lagartos nojentos gigantes que saem de dentro de cavernas e fissuras para comê-los vivos. O`Brien disse que ele achava que essa era sua melhor animação.
Na época do filme Merian C. Cooper disse que as cenas haviam sido cortadas porque eram chocantes demais. Mas depois, Cooper revela em uma carta que as cenas foram removidas porque ele admitiu que interrompia a história. E provavelmente foi queimado.Cooper havia feito isso em outros filmes quando não queria que o filme fosse usado.A seqüência da cova da aranha permaneceu virtualmente desconhecida por quase 30 anos.Então, nos anos 60, uma revista popular de fãs de cinema publicou uma foto fascinante.

A primeira vez que se viu a foto da seqüência perdida da aranha foi em um pôster na revista Famous Monsters of Filmland de Forry Ackerman, que era sobre monstros. E ele publicava fotos de King Kong.
Lembrando, que logo após Peter Jackson lançar sua versão do clássico em 2005, havia sido lançado um DVD caprichadíssimo do filme original, em que dentre muitos dos materiais de extras, Peter Jackson e sua equipe da Nova Zelândia, decidem recriar, no que poderia ser a “Seqüência da cova da aranha”. Embora a cena criada não esteja inserida no filme, é de se dar palmas para Jackson por ter criado algo muito próximo do que pode ter sido a obra original. Abaixo, segue a cena que o diretor criou.   
  

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Um comentário:

disse...

Muito interessante o documentário Metrópolis Refundada, que conta como foi encontrar a cópia na Argentina e restaurá-la.
Já encontrei Londres Depois da Meia-Noite para baixar e, embora ainda não tenha feito isso, creio que será interessante ver mesmo ops fotogramas para ter uma ideia do que era o filme.
A sequência da aranha deveria ter sido de fato fantástica. Os efeitos especiais de King Kong são primitivos, porém muito perspicazes.
Já viu Horizonte Perdido? Também inseriram trechos com fotogramas e as falas, que sobreviveram, junto às imagens. Em algumas sequências a reconstrução é excelente.
Abraços!