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segunda-feira, 18 de junho de 2012

Cine Especial: O Cinema Surrealista de Luis Buñuel: Parte 1


No dia 30 e 1º de Julho, estarei participando do curso O Cinema Surrealista de Luis Buñuel, criado pelo CENA UM e ministrado pelo critico e escritor Mário Alves Coutinho. E enquanto os dois dias não vêm, por aqui, estarei escrevendo um pouco sobre o que eu sei, desse corajoso cineasta, que batia de frente com a igreja católica e que se dizia ateu "graças a Deus".    

Um Cão Andaluz

Sinopse: Um Cão Andaluz"Uma sucessão de imagens sem significado lógico aparente. Em uma seqüência, um jovem deseja uma mulher mas carrega o peso de seu passado. Em outra, uma mulher insatisfeita reencontra seu amante numa praia. Ambos são devorados por insetos.
  
Muitas pessoas, que estão acostumadas a assistir filmes com seu começo, meio e fim, devem acabar levando um verdadeiro tapa na cara, quando se assiste esse curta metragem que entrou para a historia do cinema. Para começar, á historia não é linear, parecendo mais um sonho filmado, onde inúmeras cenas que são apresentadas na tela, cada pessoa interpretará de uma forma ao assisti-las. Exemplo clássico é famosa cena de  um homem cortando o olho de uma mulher com uma navalha, que segundo a lenda conta, foi usado um olho de boi para a realização da cena.
O filme é dessa forma, graças à união de  Luis Buñuel e o artista Salvador Dali, um dos gênios das artes surrealistas que até hoje impressiona. Com pouco mais de 15 minutos esse filme deu o que falar em 1929 e abriu mais as portas para o cineasta, que ousasse cada vez mais ao longo dos anos que viriam.

Curiosidades: O título do filme não é arbitrário, nem resultou de uma piada. Possui estreita relação subconsciente com o tema . Foi escolhido entre centenas de outros por ser o mais adequado. Como curiosidade, vale mencionar que o título chegou a produzir obsessão entre os espectadores - algo que não teria ocorrido se sua escolha tivesse sido arbitrária. 

A Idade Do Ouro

Sinopse: Primeiro longa-metragem do diretor Luis Buñuel, essa obra surrealista tenta passar o desconforto e o espanto com imagens cruas de morte, espancamento, fetichismo e, no final, um epílogo com um conto do Marquês de Sade.

Em seu segundo filme Bunuel criou um filme mais controverso e causando irá na igreja católica. Assim como em Cão Andaluz, esse filme possui imagens surrealistas em abundancia, contudo existe uma historia com certa compreensão, o que não impede de surgir na tela imagens bizarras como de uma vaca em pleno quarto de uma das personagens. E o que dizer então do epilogo! Baseado num conto do Marques de Sade, o personagem que surge em meio a um conto erótico e tem justamente a cara de Jesus Cristo. Nem preciso dizer como a igreja reagiu, mas o filme é uma das obras primas absolutas do diretor.

Curiosidades: Na época do lançamento, os  fundamentalistas católicos e burgueses da época invadiram o cinema, destruíram quadros de uma exposição sobre o Surrealismo, rasgaram poltronas e atiraram bombas sobre a tela. Desse ato de barbárie e vandalismo resultou a proibição da A Idade do Ouro por longuíssimos cinqüenta anos. E isso num país como a França. É, seguramente, o maior caso de interdição de um filme em toda a história do cinema.

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Um comentário:

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Nunca gostei especialmente do surrealismo de Buñuel. Gosto mais dos seus filmes franceses dos anos 60 que focam a sexualidade.

O Falcão Maltês