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segunda-feira, 16 de abril de 2012

Cinema Japonês: Do clássico ao contemporâneo (EXTRA)


O CINEMA JAPONES ESTUDADO EM GRANDE ESTILO E NAOMI KAWASE GANHANDO O SEU MERECIDO RECONHECIMENTO.
Encerrou-se ontem, o curso Cinema Japonês: Do clássico ao contemporâneo, criado pelo CENA UM e ministrado  Francis Vogner dos Reis. Durante dois dias, a pessoa que participou do evento, teve a oportunidade de conhecer um pouco mais, não só dos principais filmes de cada cineasta japonês, como também um pouco da cultura nipônica passada nas telas. É curioso observar, que embora cada cineasta tenha a sua visão particular da criação de um filme, existem elementos em comum nas obras. Temas como família, vida, morte, espiritismo e dentre outros, estão na maioria desses filmes, que não só tiveram o grande destaque merecido no país de origem, como também em outros países do mundo afora.
Embora esteja prometido, nas próximas semanas um curso somente sobre Akira Kurosawa, não se podia deixar o cineasta de fora deste, já que ele foi um dos primeiros diretores japonês a dar um novo frescor ao cinema japonês “pôs guerra”, e seu desempenho em Veneza naquele tempo, com o seu filme Rashomon, foi o ponto de ignição, não só para o seu reconhecimento pessoal, como também do cinema oriental. Vieram então, Yazujiro Ozu (Era uma vez em Tóquio), que soube criar uma abordagem única sobre o cotidiano da família contemporânea da época. Kenji Mizoguchi(Contos de Lua Vaga), que soube dosar elementos de luz e sombra, com tramas que remetem ás fábulas japonesas, de uma maneira simples, porém, fantástica. hôhei Imamura (Segredos de uma esposa); Seijun Suzuki(Tóquio Violenta) e Kiju Yoshida(Eros + Massacre), foram os que mais fortaleceram a "Nouvelle Vague Japonesa", que embora tenha ganhado esse nome graças ao movimento que mudou a forma de se fazer cinema na frança, as comparações param por ai, já que o cinema japonês conseguiu (e por vezes de uma forma mais ousada) uma linguagem cinematográfica bem diferente e que falava por si.
Naomi Kawase(A Floresta dos Lamentos); Takeshi Kitano(Zatoichi) e Kioshi Kurosawa (Pulse) foram os que tiveram o melhor destaque, para representar o cinema japonês contemporâneo. Quem saiu ganhando (pelo menos em minha opinião) foi Kawase, pois sua filmografia é pouco conhecida em nosso país, mas graças ao curso e sua repercussão, Kawase ganhará então novos adeptos, pois sua forma de filmar (com seqüências sem cortes e com a sensação de estar sempre com a câmera tremula na mão) contagia aquele que assiste. Kioshi Kurosawa (que não é parente de Akira Kurosawa) é um caso interessante, pois é um diretor que se consagrou em seu país origem, ao fazer filmes de terror e que com certeza foi o ponta pé inicial, para a avalanche de filmes japonês de terror e suas refilmagens americanas pipocarem na primeira década do século 21. Muito embora, Francis Vogner tenha deixado claro, que o cinema de terror japonês já estava lá muito antes, principalmente se formos mais pra trás e pegarmos clássicos exemplos como Godzilla, ou até mesmo alguns elementos vistos como sobrenaturais (ou não) em Contos de lua Vaga.
Com toda essa viagem no tempo, de ontem e hoje sobre o cinema japonês, o curso se encerrou com o saldo mais do que positivo. Principalmente embalado pelo novo ambiente onde foi criado o evento (Santander cultural), que foi muito bem vindo, principalmente para aqueles que buscavam mais conhecimento sobre cinema e com um ambiente em que se respira á cultura.
E que venha Akira Kurosawa (aguardem minhas postagens sobre sua filmografia).



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