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sexta-feira, 9 de março de 2012

Cine Especial: O Cinema de Quentin Tarantino: Parte 7

Nos dias 17 e 18 de março, estarei participando do curso “O Cinema de Quentin Tarantino”, realizado no Cinebancários, criado pelo CENA UM e ministrado pelo cineasta e diretor de teatro Mauro Baptista Vedia. E enquanto o evento não acontece, por aqui, estarei postando tudo o que eu sei sobre esse grande diretor criativo, que foi a melhor coisa que surgiu nos anos 90!

BASTARDOS INGLÓRIOS
Tarantino homenageia o cinema e usa como arma, para eliminar nazistas!

Sinopse: No primeiro ano da ocupação da França pela Alemanha, Shosanna Dreyfus testemunha a execução de sua família pelas mãos do coronel nazista Hans Landa (Waltz). Shosanna escapa por pouco e parte para Paris, onde assume uma identidade falsa e se torna proprietária de um cinema. Em outro lugar da Europa, o tenente Aldo Raine (Pitt) organiza um grupo de soldados americanos judeus para praticarem atos violentos de vingança. Posteriormente chamados pelo inimigo de “os Bastardos”, o esquadrão de Raine se une à atriz alemã Bridget von Hammersmark (Kruger) em uma missão para derrubar os líderes do Terceiro Reich. O destino conspira para que os caminhos de todos se cruzem em um cinema, onde Shosanna pretende colocar em prática seu próprio plano de vingança...
O cinema em si, é uma ferramenta de entretenimento, no qual o espectador se senta para assistir todos os tipos de gêneros, desde a comédia como também o mais puro drama, e também serve para nos identificarmos com o protagonista e torcemos por ele. Determinada historia que são apresentadas na tela, geralmente faz com que o espectador pare e se esqueça da dura realidade do que é e do que foi, e pelo menos por duas horas se esquece do mundo real que existe lá fora. Talvez tenha sido esse o pensamento de Quentin Tarantino quando fez esse ótimo filme, sobre um grupo de judeus disposto a qualquer preço em eliminar o máximo possível de nazistas durante a guerra. Os judeus do cinema sempre foram retratados como ás maiores vitimas dos vilões nazistas, sempre retratando o que realmente aconteceu, logicamente, durante a segunda guerra, mas Tarantino deve ter parado e pensado assim... “que se dane o passado e a realidade de como ela foi, que eles vão a forra agora”. Se na realidade não foi bem assim, na ficção esse povo e o publico em geral pode muito bem se sentar e curtir na boa, o que eles mais guardam no fundo do seu peito, porque quem não gostaria de ver numa trama, um bando de nazistas safados se dando mal? Pelo menos Tarantino nos proporciona isso de uma maneira única, divertida e chocante.
Misturando elementos dos seus filmes com outros do gênero como, Rastros do Ódio e Doze Condenados como exemplo, Tarantino cria uma trama de vingança de duas frentes, no qual ambas tem um único objetivo e que ambos os lados se cruzam num único lugar em um clímax de proporções avassaladoras. Claro que antes do ato final, não faltam às características do diretor em fazer um filme e que estão todas lá, desde os diálogos afiados, referencias ao mundo pop, humor negro e etc. E não importa se a trama se passa na Segunda Guerra Mundial, isso para o diretor é um mero detalhe, sendo que  não impede de suas características sejam bem aproveitadas em outra época. O curioso é o tema que o diretor anda fazendo muito nos seus últimos filmes que é a vingança e suas conseqüências, sendo que isso começou em Kill Bill, que se naquela saga isso foi retratado na historia da personagem á noiva, aqui é bem retratado pela personagem Shosanna Dreyfus (Melanie Laurent). E por falar nos personagens como uma boa historia, não poderia faltar também um ótimo elenco. Brad Pitt é o laço que leva o publico em geral a embarcar nesta aventura, mas é o resto do elenco que rouba a atenção do publico.
Chistoph Valtz (Palma de ouro de melhor ator no festival de Cannes) é com certeza o melhor vilão dos ultimos anos.. Carismático, violento e divertido, o ator faz do seu personagem Coronel Hans Landa, o típico personagem que o espectador não sabe se o ama ou odeia. Completamente imprevisível e com palavras afiadas de tal forma, que o espectador se encolhe a toda vez que ele aparece em cena, e com certeza entra para a lista dos melhores personagens tarantinescos.
E como não poderia deixar de ser, Tarantino presta como sempre, uma bela homenagem ao cinema, como por exemplo, o típico “filme dentro do filme” e como eu disse lá em cima, que o cinema nos serve para nos apreciarmos diversos gêneros e situações melhores do que a nossa realidade, aqui o diretor simplesmente usa o próprio cinema da trama como arma, para fazer o que todos no fundo gostariam de ver, mas de tal forma, que as imagens ficaram sendo lembradas por muito tempo de tão corajosas que foram, porque nem sempre realidade e ficção se cruzam bem, mas o diretor soube fazer bem o bolo com a sua receita. É o Tarantino em sua melhor forma e com certeza em sua maior obra prima, que alias são palavras finais saídas da boca do personagem de Brad Pitt, mas que são as palavras do próprio diretor falando com relação ao seu filme. Pretensioso para alguns, mas a mais pura verdade dita para outros. Os fãs não tem o que discordar!


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Um comentário:

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

O melhor deste filme é o Christophr Waltz.

O Falcão Maltês