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Sendo frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já 65 certificados),sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para beniciodeltoroster@gmail.com

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quinta-feira, 30 de junho de 2011

Cine Especial: Parte 2: O melhor (ou pior?) de Michael Bay

Os Bad Boys
Sinopse: Marcus e Mike são dois policiais de Miami que devem se juntar para recuperar um carregamento de drogas perdido. Eles contarão com a ajuda de uma testemunha, Julie, porém para isso um terá que se passar pela identidade do outro.
Divertida e acelerada aventura policial estrelada por Smith e Lawrence (na época, astros da TV norte americana). O roteiro inteligente e bem amarrado cria situações cada vez mais arriscadas para os protagonistas, envolvendo troca de identidade e violentos traficantes com seqüências de tirar o fôlego. Pena que a seqüência não fez jus ao primeiro. Seria essa época então em que Bay pirou de vez?

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Cine Especial: Parte 1: O melhor (ou pior?) de Michael Bay

A ROCHA
Sinopse: Um grupo de soldados renegados toma a abandonada prisão de Alcatraz com dezenas de turistas como reféns e armas químicas em mãos. Se um resgate de US$ 100 milhões não for pago a eles, os mesmos ameaçam lançar vários mísseis carregados de produtos químicos na Baía de São Francisco. Para tentar detê-los, o FBI envia uma equipe com um expert em armas químicas e um ex-prisioneiro de Alcatraz.
Uma aventura com um elenco de primeira e incríveis efeitos especiais para a época. Foi o ultimo trabalho do falecido produtor Don Simpson, responsável por sucessos como a cine serie Um Tira Da Pesada de 1984. Na época, Bay conduz com competência uma trama que envolve excelentes cenas de ação e suspense, com toques de humor negro, resultando num filme que cumpre totalmente a sua função, que é entreter. O Michael Bay atual deveria olhar um pouco o que fez no passado e ver exatamente em que parte saiu dos trilhos.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Cine Dica: Em DVD: VOCÊ NÃO CONHECE JACK

AL PACINO DA A VOLTA POR CIMA NA TELINHA EM PRODUÇÃO POLEMICA
Sinopse: história de Jack Kevorkian, médico que ficou conhecido como Dr. Morte por defender a eutanásia e ajudar mais de 130 pacientes a cometer suicídio.
É cada vez mais comum atores e atrizes se renderem aos canais norte americanos, seja para series de TV, seja para filmes, para daí então voltar a ganhar certo prestigio que acabou se perdendo ao longo dos anos no cinema e Al Pacino é um desses exemplos. Visto nos seus últimos filmes numa forma de interpretação que mais parecia estar no piloto automático, Pacino por fim, se rende a um filme criado especialmente para TV, mais precisamente feito pela HBO, canal conhecido em todo mundo em criar filmes e series com teor mais adulto e totalmente livre de regras que normalmente outros canais sofrem. Nesta produção, Pacino interpreta o polemico Jack Kevorkian mais conhecido mundialmente como Doutor morte e que defendeu com unhas e dentes o direito de os pacientes conseguirem  encerrar suas próprias vidas quando se acreditava que não havia mais condições nenhuma de se continuar vivendo. O filme levanta é claro inúmeras questões polemicas que são difíceis de serem discutidas. Isso tudo depende da opinião de cada um e na forma que a pessoa foi criada, seja tendo uma crença ou totalmente ateia, é um tipo de filme que provoca o nascimento de inúmeros debates e que acaba não chegando a um lugar algum.
Polemicas a parte, Pacino desaparece em seu personagem e o que vemos é um ser velho, mas ao mesmo tempo firme e forte em suas idéias, mesmo onde a sua causa se torne perdida. Não é a toa que acabou ganhando inúmeros prêmios, incluindo de melhor ator dramático de um filme para TV no Globo de Ouro e se fosse uma produção para o cinema, com certeza Colin Firth (O Discurso do Rei) teria tido um pareo duro no ultimo Oscar. Destaco tambem os otimos desempenhos de Susan Sarandon e John Goodman. Esse ultimo, ótimo como sempre, mas que havia sumido ao longo dos anos na telona. Pelo visto, cada vez mais e mais os canais norte americanos são os salvadores da pátria.

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terça-feira, 28 de junho de 2011

Cine Dica: Em DVD e Blu-Ray: BRUNA SURFISTINHA

O QUE NÃO CONSEGUIU NA GLOBO, DEBORAH SECCO CONSEGUIU NAS TELAS 
Sinopse: Raquel (Deborah Secco) era uma jovem da classe média paulistana, que estudava num colégio tradicional da cidade. Um dia ela tomou uma decisão surpreendente: virar garota de programa. Com o codinome de Bruna Surfistinha, Raquel viveu diversas experiências "profissionais" e ganhou destaque nacional ao contar suas aventuras sexuais e afetivas num blog, que depois acabou virando um livro e tornou-se um best seller.
Ouvia muito dizer que, para fazer Bruna Surfistinha no cinema, tinha que ser mesmo Deborah Secco, devido aos seus papeis nas novelas da Globo onde na maioria das vezes explora mais sua sensualidade do que seu talento. É bem da verdade que em parte esse fato é genuíno, entretanto é um tanto que desmerecer o talento ainda escondido dessa jovem atriz na telinha, o que falta talvez para a emissora carioca seja esquecer um pouco da audiência. Enquanto isso não acontece, Deborah finalmente consegue um papel no cinema que não só explora toda a sua sensualidade, mas também um talento até então inédito, de retratar uma pessoa que seguiu o caminho mais difícil para se virar na vida. Deborah vai gradualmente crescendo na historia e ao mesmo tempo se definhando aos poucos que sua personagem vai para o lado mais obscuro da profissão, sobrevivendo e chegando a sua redenção. Para um diretor estreante como Marcus Baldini, vindo do mundo da publicidade, até que ele se saiu muito bem em explorar todas essas facetas que a personagem passou durante esse período de sua vida e ao mesmo tempo usa sua experiência que teve no canal da MTV para criar uma montagem ligeira e eficiente em que retrata por exemplo, os inúmeros programas que a personagem fez durante um dia. Uma maneira divertida e interessante para contornar algo mais chocante e desnecessário.
Com grande sucesso de publico e critica, Bruna Surfistinha foi uma prova de que certos temas polêmicos que para muitos acham impossíveis de serem filmados, podem sim ser realizados, desde que feitos com eficiência e saber jogar na elaboração, para então ser acessível para um publico interessado em assistir uma boa historia, não importa qual o tema.

Curiosidade: Raquel Pacheco, a verdadeira Bruna Surfistinha, aparece em uma ponta como a garçonete na cena em que Bruna e Hudson jantam fora.

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sexta-feira, 24 de junho de 2011

Cine Dica: Em DVD: LIXO EXTRAORDINÁRIO

99 NÃO É 100
Sinopse: Uma análise sobre o trabalho do artista plástico Vik Muniz no Jardim Gramacho, localizado na cidade de Duque de Caxias (RJ), que é um dos maiores aterros sanitários do mundo.
Vik Muniz fez o que para muitos parecia impossível que era criar a arte em meio a enormes montanhas de lixo, melhor dizendo no maior aterro da America do sul que fica no Jardim Gramacho. Com a idéia fixa na cabeça, o brasileiro erradicado nos Estados Unidos decide não só vim para cá para fazer isso, como também mudar a vida de algumas pessoas de lá que iriam participar na construção das imagens através de lixo tanto seco como orgânico e dentre outras coisas que são jogadas fora pelo resto da sociedade. O que difere de outros documentários com o mesmo assunto, é que Muniz decidiu focar o dia a dia dessas pessoas neste tipo de trabalho, o que vai contra as expectativas de muitos, pois quando achamos que iremos ver pessoas tristes e desiludidas com a vida por trabalharem naquele lugar, vemos pessoas alegres e determinadas a seguirem em frente, mesmo com o pouco que lhe restam. Mal sabendo é claro, que ao longo do documentário, gradualmente suas vidas vão mudando, unicamente por terem servido de modelos para o artista plástico.
Perfeito do inicio ao fim, Lixo Extraordinário conquista o espectador de uma maneira rápida e positiva e faz nos querer saber mais daquele mundo que para muitos é o fundo do poço, mas é um exemplo de pessoas que possuem perseverança e persistência acima de tudo.


Curiosidades: Lixo Extraordinário foi dirigido a seis mãos. Começou com Lucy Walker, depois entraram João Jardim (Janela da Alma) e Karen Harley, para depois ser fechado novamente por Walker.
As fotos usadas na ficha deste filme são de Camila Girardelli.

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Cine Dicas: Estréias no final de semana (24 06 11)

E ai gente, chegamos a mais um final de semana (frio alias) e com poucas estréias no cinema. Isso devido é claro que quem esta na área é o mais novo filme da Pixar, Carros 2, continuação do sucesso de 2006 que sinceramente não era um filme para se ter continuação. Não que eu acho Carros ruim longe disso, pois aquela produção foi muito divertida, mas era uma historia que possuía começo, meio e fim e não havia sinal nenhum que era realmente necessário uma seqüência. Será que a ambição finalmente bateu na porta da Pixar? Até o momento vejo criticas bastante divididas. Em breve irão saber por aqui o que eu achei da animação.

Confiram as estréias:
Carros 2
Sinopse: Lightning McQueen volta à tona com seu melhor amigo Mater e precisará levar seus passaportes em um mundo de intrigas ação e comédia ao redor do mundo. Com um novo chefe eles irão disputar a Corrida dos Campeões.



Potiche: Esposa Troféu
Sinopse: Em 1977 em uma província francesa Suzanne Pujol é a esposa burguesa submissa de um rico industrial Robert Pujol. Ele dirige uma fábrica de guarda-chuvas com mão de ferro e é um homem desagradável e autoritário com os funcionários os filhos e a esposa. Esta é considerada por ele um objeto uma Potiche. Após uma greve e o sequestro do seu marido Suzanne fica à frente do comando da fábrica e para surpresa geral se revela uma mulher de ação uma líder nata.



Top Models - Um Conto de Fadas Brasileiro
Sinopse: A trama traz participações de modelos consagradas como Shirley Mallman e Gisele Bndchen além de atuais como Carol Trentin e Isabelli Fontana. No cenário de fundo cidades como Rio de Janeiro São Paulo Paris Tóquio Londres e Milão as chamadas capitais da moda.



A Última Estação
Sinopse: 1910. Yasnaya Polyana é propriedade de Leon Tolstoi (Christopher Plummer), no entanto ele rejeita a propriedade privada e defende a resistência passiva. Por isto, apesar de ser um dos maiores escritores do mundo, alguns o vêem como algo maior, um santo vivo. Já bem idoso vive lá com Sofya Andreyevna (Helen Mirren), sua esposa. Tolstoi centra a atenção em espalhar sua doutrina com o seu melhor amigo, Vladimir Chertkov (Paul Giamatti), que funda o movimento mundial tolstoiano, cujo quartel general fica em Moscou. Lá Chertkov entrevista Valentin Bulgakov (James McAvoy), que, apesar de ter 23 anos, ambiciona ser o secretário particular de Tolstoi e consegue o cargo. Como Chertkov está impedido de ver Tolstoi, cabe a Bulgakov ir até Yasnaya Polyana e servir de ponte entre Leon e Chertkov. No caminho Bulgakov para em Telyatinki, uma comuna tolstoiana criada por Vladimir Grigorevich como centro do movimento. Lá todos são iguais, seguindo os ensinamentos de Tolstoi. No dia seguinte, Bulgakov chega em Yasnaya Polyana e sente logo que Leon e Sofya divergem bastante. Apesar dela não exigir ser chamada de condessa e Tolstoi, obviamente, não querer ser tratado como conde, há um ar aristocrático em Sofya, que há anos não aceita os objetivos do marido, desde que seu trabalho como novelista se tornou secundário. Após algum tempo, Chertkov vai até Yasnaya Polyana e fica claro que ele e Sofia se suportam (na melhor das hipóteses), pois ela acredita que existe um novo testamento, no qual seu marido cederia seus bens (inclusive os direitos autorais de seus livros) para o movimento mundial tolstoiano.

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quarta-feira, 22 de junho de 2011

Cine Dica: EM DVD: TETRO

FRANCIS FORD COPPOLA VOLTA AOS TRILHOS
Sinopse: O ingênuo Bennie (Alden Ehreinreich), de 17 anos, chega a Buenos Aires devido a um problema no navio onde trabalha. Ele aproveita o ocorrido para encontrar seu irmão mais velho, Angelo (Vincent Gallo), que resolveu tirar um ano sabático e nunca mais entrou em contato com a família. Bennie consegue encontrá-lo, mas Angelo não é mais a mesma pessoa. Ele abandonou seu nome de batismo e agora atende apenas por Tetro, tendo se tornado uma pessoa de temperamento difícil e que esconde seu passado. Entretanto, o período em que Bennie vive com ele e sua namorada Miranda (Maribel Verdú) faz com que relembre experiências do passado.
Se na trilogia do Poderoso chefão o enredo estava focado na linha da união para a desmoralização de uma família, em Tetro isso acontece exatamente ao contrario, já que em parte, essa família apresentada na historia já esta em desarmonia. Francis Ford Coppola já nos pega no inicio ao nos deixar com inúmeras duvidas do porque do protagonista Tetro (Vincent Gallo excelente) não querer saber de nenhum contato com a família, muito menos do seu jovem irmão Bennie (Alden Ehreinreich),que ao chegar na casa do seu irmão mais velho, tenta gradualmente descobrir aos poucos do porque ele agir assim.
Fazia tempo que não se via um filme tão bom como esse na filmografia Francis Ford Coppola. Aqui ele volta a sua boa forma e muitas de suas características empregadas em seus filmes anteriores estão de volta colocadas neste. Tanto, que em alguns momentos esse filme da uma ligeira sensação de que se trata de uma espécie de continuação de outro clássico do diretor, O Selvagem da Motocicleta. Muito se deve a isso pelo fato do foco de ambas as historias serem sobre dois irmãos tentando se relacionar e se compreender um com outro. E assim como no clássico dos anos 80, aqui novamente o filme é apresentado em preto e branco, muito belo alias, isso graças ao genial trabalho do diretor de fotografia Mihai Malamare Jr que alem da fotografia em preto e branco, ele acabou criando as cenas de flashback em cores o que acaba criando um verdadeiro contraste ao resto da trama, dando a entender, que o passado era mais luminoso e cheio de vida e o presente é triste e obscuro.
Com um ótimo elenco que ainda inclui a excelente atriz Maribel Verdú (O Labirinto do Fauno) como esposa de Tetro e com um final arrebatador, Francis Ford Coppola parece que aos poucos vai voltando aos bons tempos como o bom diretor que era, seja em superproduções ou em produções pequenas como essa, que por sua vez possui grande conteúdo e uma boa aula de que como se faz cinema de verdade.

Curiosidades: Inicialmente seria Javier Bardem o intérprete de Alone, tutor de Tetro. Entretanto, ao revisar o roteiro Francis Ford Coppola chegou a conclusão de que o relacionamento entre os personagens teria maior apelo caso fosse entre um homem e uma mulher, ao invés de dois homens. Desta forma, Bardem deixou o elenco e em seu lugar foi contratada Carmen Maura. Para definir o visual de Tetro o diretor Francis Ford Coppola e o diretor de fotografia Mihai Malaimare Jr. assistiram A Noite (1961), Boneca de Carne (1956) e Sindicato de Ladrões (1954). Todos são filmes admirados por Coppola desde sua época de estudante;

terça-feira, 21 de junho de 2011

Cine Dica: Em DVD e Blu-Ray: 127 HORAS

DIRETOR ACERTA COM O SEU PROTAGONISTA MAS ERRA NA MONTAGEM
Sinopse: 127 Horas - narra a história baseada em fatos reais do alpinista Aron Ralston vivido por James Franco que luta por sua sobrevivência após uma rocha cair sobre seu braço e aprisioná-lo em um isolado cânion em Utah.
Filmes sobre protagonistas que tentam desesperadamente se salvar de um acidente que o deixaram isolados é sempre um prato cheio para cinéfilos que buscam pura emoção e com esse filme não é diferente. Ao retratar os cinco dias em que Aron Ralston ficou com o braço preso em uma rocha em Utah, o diretor Dany Boyle nos convida para uma jornada na qual sabemos como termina (o filme é baseado em fatos reais), mas da forma como é apresentada até o seu ato final, é uma verdadeira montanha russa de emoção e imagens no qual o diretor acerta e erra ao mesmo tempo.
Acerta porque o diretor contou com o ótimo desempenho de James Franco onde ele passa para o espectador, um jovem cheio de vida que gosta de viver ao ar livre, mas que subitamente fica nesta situação e tenta de todas as formas em sobreviver, sendo com a sua paciência, sendo com o pouco que tem em mãos, Franco retrata um ser humano gente como a gente. Já o diretor erra ao tentar incrementar momentos que possam tornar o filme mais ágil como muita musica e montagem de Jon Harris frenética demais em alguns momentos, seja quando o protagonista esta delirando, seja quando esta sonhando, o espectador simplesmente tem que comprar a idéia do que esta acontecendo na tela, senão acaba se perdendo. Tudo isso para tornar o filme mais rápido, mas que acabou sendo desnecessário, pois bastava James Franco para segurar as pontas.
E quanto a polemica cena em que o protagonista corta seu próprio braço? É ai que o erro e o acerto do diretor unem forças e tornam a cena bombástica e certeira. James Franco passa todo o horror e dor que esta passando naquele momento para tentar se salvar, em contra partida, o diretor e seu montador acertam em focar mais os momentos de dor do protagonista do que mostrar detalhe por detalhe amputação que ele faz o que não torna a cena menos chocante e com isso foi um belo casamento da atuação de franco e da montagem de Jon Harris.
Com seis indicações para o próximo Oscar, 127 horas é uma prova que não é preciso agilizar o filme para torná-lo bom e sim basta um ótimo protagonista para prender a atenção do espectador.. Da próxima Sr Boyle, confie mais em seu astro.

Cine Dica: Em DVD e Blu-Ray: BRAVURA INDÔMITA

UMA VERSÃO SUPERIOR EM TODOS OS ASPECTOS E QUE FALA POR SI. ‎
sinopse: O filme acompanha o bêbado grosseiro e totalmente destemido comissário Rooster Cogburn. O rabugento Rooster é contratado por uma decidida garota para encontrar o homem que matou seu pai e fugiu com as economias da família. Quando a nova patroa de Cogburn insiste em acompanhá -lo na empreitada voam faíscas. Mas a situação vai de problemática a desastrosa quando o inexperiente mas entusiasmado Texas Ranger entra na festa.

O Bravura Indômita 1969 ficou na lembrança de muitos por ter sido o filme que deu o único Oscar na vida para John Wayne. Assistindo o filme hoje percebo que o prêmio dado ao ator foi uma espécie de tributo pela sua fantástica carreira ao longo dos anos, já que seu papel como Rooster não apresentava muitos desafios e como sempre John Wayne era sempre John Wayne. O que nos leva ao nosso presente, com os irmãos Coen fazendo não só uma refilmagem, mas uma obra bem mais fiel ao livro que deu origem e mesmo com a aura de “nova versão”, o filme fala por si.
Ao começar pela (logicamente) boa direção dos irmãos que novamente exploram um tom de humor negro na trama com personagens humanos, mas não menos que excêntricos. Os diretores já haviam namorado um pouco com o gênero em uma espécie de faroeste contemporâneo em Onde Os Fracos Não Têm Vez, mas é aqui que todos os elementos do velho e bom faroeste retornam as telas, mesmo com uma historia já bastante conhecida pelos cinéfilos. O bom é que eles foram ousados em adotar um ritmo lento no filme para dar maior destaque na personalidade e características de cada um dos personagens, portanto não esperem algo do gênero como tiroteios e mortes aos montes, elas existem, mas acontecem em momentos certeiros quando o espectador acha que esta faltando algo para acontecer.
Como sempre, os diretores foram felizes na escolha do elenco e o que posso dizer é que Jeff Bridges se saiu muito bem do que o próprio lendário Wayne. Enquanto o veterano ator fazia “mais do mesmo” na produção de 1969, Bridges simplesmente desaparece no personagem. O que vemos não é o ator e sim o personagem Rooster, com todos os seus trejeitos de uma vida marcada pela dor e bebedeira, Bridges esta maravilhoso neste papel e é mais uma prova que sua velhice ao longo dos anos serviu para melhorar mais ainda suas boas performances nas telas. Matt Damon e Josh Brolin cumprem bem seus papeis, esse ultimo alias se revelando cada vez melhor em cada filme que atua. Mas nenhum deles é a grande força matriz da produção e sim a jovem estreante Hailee Steinfeld. Se na versão de 1969 Kim Darby possuía energia o suficiente para roubar a cena, Hailee Steinfeld possui seriedade, energia em dobro, presença e segurança perante aos veteranos em cena e não é a toa que ganhou uma merecida indicação ao Oscar, provando que essa jovem promissora atriz ira mais longe.
Mesmo sendo anunciado como uma versão mais fiel ao livro, o filme na realidade possui praticamente seqüências idênticas se comparado ao original, contudo, o que torna esse filme muito superior a produção de 69 é o seu ato final, onde entrega destinos parecidos, mas muito mais corajosos aos seus personagens. E o que dizer do belo casamento da fotografia de Roger Deakins com a trilha sonora de Carter Burwell, cheia de poesia, beleza e tragédia eminente e desde já, uma das mais belas seqüências que eu já vi recentemente no cinema.
Com o maior sucesso da carreira em mãos e com razão, Ethan Coen, Joel Coen provaram que podem continuar sempre mantendo suas visões particulares de fazer seus filmes, seja vindo da cabeça de ambos, seja uma repaginada de algo que já deu certo.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Cine Dica: Em DVD e Blu-ray: O Discurso do Rei

Sinopse: A história do rei George VI pai da atual rainha da Inglaterra Elizabeth II. Após ver seu irmão Edward (Guy Pearce) abdicar o trono inglês o jovem George (Colin Firth) se vê obrigado a assumir a coroa. Dono de uma gagueira que lhe deixa em maus bocados com os súditos o rei busca a ajuda do &147terapeuta da fala&148 Lionel Logue (Geoffrey Rush). Em meio a tudo isso precisa juntar forças para comandar o país na Segunda Guerra Mundial.
Muito cinéfilos (incluindo eu próprio) não gostou de ver esse filme ganhar o Oscar de melhor filme, em um ano que filmes de grande calibre como A Origem, Cisne Negro, Bravura Indômita e Toy Story 3 estavam concorrendo. Mas não a como negar que o filme possui suas qualidades, principalmente com relação ao elenco.
Colin Firth finalmente ganha seu merecido Oscar, premio que havia sido negado no ano anterior no maravilhoso Direito de Amar. Aqui, pode não ser seu melhor desempenho, mas com certeza não é fácil interpretar um personagem histórico e principalmente gago em publico e que luta para tentar desfazer esse problema (algo que a academia adora premiar). Mas quem da o show aqui mesmo é realmente Geoffrey Rush, que da um verdadeiro banho com quem contra cena com ele. Não importa se for protagonista ou coadjuvante ele sempre rouba a cena e aqui não é diferente ao fazer o medico do rei e que usa os seus dons para tentar curar da sua gagueira. As cenas em que ambos trabalham nesse problema são dignas de nota e são os melhores momentos do filme.
Apesar do segundo ato meio arrastado e de Helena Bonham Carter estar apenas ok, o filme fecha com chave de ouro em seu ato final quando finalmente acontece o grande discurso do rei para o publico e é ai que tanto a direção de Tom Hooper e a interpretação de Colin Firth fazem um belo casamento.
Com uma reprodução de época impecável e com um ótimo elenco, O Discurso do Rei talvez tenha ganhado reconhecimento um tanto que exagerado, mas pelo menos não é outro Shakespeare apaixonado a ganhar Oscar que muitos imaginavam.

Cine Especial: STANLEY KUBRICK: Parte 7

Barry Lyndon
Sinopse: No século 18, um irlandês pobre usa de todos os expedientes para fazer parte da aristocracia inglesa.
Apesar da longa duração, é um belo filme onde (talvez) Kubrick tenha namorado bastante com o conteúdo da época, devido ao fato que era do seu desejo em fazer um filme sobre Napoleão (projeto que jamais saiu do papel) e aqui, se encontra ingredientes do que poderia ter sido a superprodução que o diretor tanto sonhava fazer. Por muitos momentos, as cenas parecem tiradas das pinturas que retratavam a época e figurino é de um deslumbramento inesquecível. Apesar de Ryan O'Neal ser lembrado pelo publico em geral pelo tão conhecido Lovy Story, é aqui que ele possui seu melhor momento na carreira. Seu personagem vai crescendo, amadurecendo e mudando gradualmente conforme a historia vai seguindo, e com isso, muito da personalidade do seu personagem vai sendo descascada.

Curiosidades: O diretor Stanley Kubrick optou por não utilizar luzes artificiais nas cenas noturnas de Barry Lyndon. . Deste modo, foi utilizada uma lente especial que conseguia rodar cenas noite precisando apenas da luz de uma simples vela.
O figurino de Barry Lyndon , que inclusive ganhou o Oscar, formado por roupas realmente confeccionadas no século XVIII.


Glória Feita de Sangue
Sinopse: Quando soldados franceses nas trincheiras da Primeira Guerra Mundial recusam-se a continuar um ataque aparentemente impossível de se vencer, seus superiores resolvem levá-los à corte marcial, onde poderão ser julgados à morte.
Filme fantástico e a frente do seu tempo, devido ao fato que a trama escancarava os jogos de política e o interesse por traz da guerra e que acaba sobrando para jovens soldados vitimas de decisões mesquinhas e vaidosas em meio ao conflito. Não é a toa que o filme durante muito tempo ficou banido em muitos países, principalmente na frança, que via ali, uma imagem distorcida dos seus lideres e simplesmente não aceitavam a imagem retratada daquela época.
Mas o estrago já estava feito, o que favoreceu Stanley Kubrick, que acabou ganhando mais prestigio e confiança daqueles que acreditavam que aquele jovem diretor iria mais longe. Sua forma de conduzir a câmera em meio ao fronte foi de uma forma ate então inédita, pelo fato que a câmera avança nas trincheiras a tal ponto que não a cortes, em meio a soldados e terreno difícil de se andar. Kirk Douglas e George MacReady estão fantasticos como Dax e Mireau, respectivamente, assim como o resto do elenco.

Curiosidade: Susanne Christian, que aparece cantando na inesquecível seqüência final do filme, viria a ser a futura sra. Kubrick.

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Cine Dica: Em DVD: Não me abandone jamais

FILME DE FICÇÃO SURPREENDE E CONQUISTA DO COMEÇO AO FIM
Sinopse: Ruth, Kathy e Tommy cresceram juntos em um internato na Inglaterra. Já jovens adultos, os três têm de encarar a verdade sobre a infância e a vida que levam agora.
O filme já nos prende apartir do belo prólogo e com isso nos simpatizamos com os jovens personagens que crescem juntos em um internato ja de imediato. Mas até ai, nos não sabemos exatamente do porque eles estarem nesse lugar e quando finalmente é revelada a espantosa verdade, nos já estamos presos aos protagonistas e com isso tememos pelos seus destinos. Baseado no livro homônimo de Kazuo Ishiguro e dirigido por Mark Romanek (Retratos de Uma Obsessão) o filme poderia muito bem cair em lugar comum no gênero da ficção, mas o diretor não tem pressa nenhuma e constrói a personalidade do trio central de uma forma tão humana e tocante que por vezes esquecemos que estamos diante de uma historia incomum, mas isso se deve graças aos personagens que soan  reais e próximos a nos e com isso, nos identificamos com eles, suas dores e medos que sentem pelo futuro.
Carey Mulligan, Andrew Garfield e Keira Knightley estão ótimos em seus respectivos papeis principalmente Keira que vem surpreendendo em termos de amadurecimento em cada papel que atua e com isso, vai aos poucos afastando a sua imagem presa a cine serie Piratas do Caribe. Um filme corajoso e diferente de tudo que se vê neste tipo de gênero. O que não se encontrou no esquecível A Ilha, se encontra tudo neste belo filme.

Curiosidade: A atriz Carey Mulligan teve que fazer um curso intensivo para aprender a dirigir, mas foi reprovada nos testes, obrigando a produção a rodar as cenas numa estrada particular para que ela pudesse ficar ao volante.

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Cine Dicas: Estréias no final de semana (17 06 11)

Chegamos a mais um final de semana e molhado, pois la fora esta chovendo canivete, fazer o que né. Neste final de semana irei participar do curso vida e obra de Stanley Kubrick no Cinebancários, curso que alias, já deveria ter feito, mas por causa das paralisações dos aviões devido a fuligem do vulcão do Chile, o curso foi adiado para ser feito agora. Só espero que a mãe natureza me deixe em paz neste final de semana hehehe.
Só lamento que devido a isso, irei perde o filme com debate de Meia Noite em Paris que o Cineclube da Zero Hora ira promover amanhã, mas já diz o velho ditado, não se pode ter tudo.

Confiram as estréias e um bom final de semana para todos.


Meia Noite em Paris
Sinopse: Uma família viaja a negócios para a capital francesa enquanto um casal descobre um dura realidade diante do sonho de uma vida melhor.



As Doze Estrelas
Sinopse: Uma viagem pelo inconsciente coletivo a partir da astrologia. Herculano Fontes renomado astrólogo é chamado para trabalhar na equipe da próxima novela das oito. Ele tem que entrevistar doze atrizes cada uma de um signo do Zodíaco para compor o elenco da badalada novela. Mas devido a uma visita inesperada o que parecia bem simples poderá se tornar muito complexo.


Ricky
Sinopse: No filme Ricky, Katie (Alexandra Lamy) é apenas uma mulher comum, que trabalha numa fábrica e luta para cuidar de sua pequena filha. Quando conhece Paco (Sergi López), também um homem comum, algo mágico acontece e eles se apaixonam. Do amor dos dois surge outro milagre: um bebê extraordinário chamado Ricky (Arthur Peyret.



Mamonas Para Sempre
Sinopse: O filme narra a história da banda que em menos de dez meses saiu do anonimato para ser um dos maiores fenômenos da música brasileira. Repleto de material inédito guardado até hoje pela famílias, resgata a trajetória do grupo, os desafios vencidos e sua ascensão. Irreverentes, inteligentes, sarcásticos, mas, acima de tudo, extremamente criativos, os Mamonas viraram o país de cabeça para baixo enquanto divertiam e uniam as famílias brasileiras. Após longa pesquisa, foi compilado um vasto arquivo de imagens, incluindo cenas do começo, bastidores e gravações dos próprios Mamonas em suas turnês e apresentações.



VIPs - Histórias reais de um mentiroso
Sinopse: Ele foi empresário, aviador, líder de facção criminosa, rico e famoso. Vigarista, enganou autoridades, celebridades, jornalistas e até os guardas da prisão de Bangu, usando 15 identidades diferentes. Marcelo (Wagner Moura) não consegue conviver com sua própria identidade, o que faz com que assuma a dos outros. Isto faz com que passe a ter diversos nomes, nos mais variados meios, onde aplica seguidos golpes.

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quinta-feira, 16 de junho de 2011

Cine Dica: Em DVD e Blu-Ray: CISNE NEGRO

OBSCURO, SINISTRO E MARAVILHOSO

Sinopse: Beth MacIntyre (Winona Ryder) a primeira bailarina de uma companhia está prestes a se aposentar. O posto fica com Nina (Natalie Portman) mas ela possui sérios problemas interiores especialmente com sua mãe (Barbara Hershey). Pressionada por Thomas Leroy (Vincent Cassel) um exigente diretor artístico ela passa a enxergar uma concorrência desleal vindo de suas colegas em especial Lilly (Mila Kunis).
Loucura, obsessão, vicio, queda e redenção, esses são alguns ingredientes que moldam a filmografia de Darren Aronofsky. Desde quando começou a se destacar em PI e se consagrando em Réquiem Para Um Sonho, o diretor só vem surpreendendo e testando os nervos do espectador em que for assistir os seus filmes. Cisne Negro não é diferente, pois é uma verdadeira descida ao inferno para adquirir a perfeição e realizar um sonho, mas a que preço?
Em uma espécie de encontro com A Malvada e O Inquilino, o filme mostra passo a passo os desafios de Nina em realizar seu maior sonho, ser a Rainha dos Cisnes, mas para isso precisa ser não só o cisne branco, mas também o cisne negro e transmitir o lado perverso e sensual da sua alma humana. Natalie Portman realiza aqui o que talvez seja o melhor desempenho de sua carreira, pois ela consegue passar todas as transformações de sua personagem, de uma inocente bailarina determina a conseguir realizar seu sonho, para um ser cheio de duvidas e paranóias e que lhe acabam lhe afetando, tanto fisicamente como psicologicamente, mas até aonde é ilusão e realidade no filme? Até aonde é fato que estão querendo destruir ela? Seria tudo fruto de sua imaginação? Ou realmente o mundo que ela vive é um mundo cruel e cheio de disputas?
Muitas perguntas ficam no ar e talvez elas sejam somente respondidas nos minutos finais do filme. Até lá, o publico acompanha a jornada de Nina com uma câmera que jamais deixa de focá-la, isso, graças Darren Aronofsky que pelo visto gostou do estilo documental que criou a si próprio desde O lutador.
O diretor também não poupa o resto do elenco e mesmo sendo coadjuvante, cada um exerce um papel fundamental na trama. Vincent Cassel (como sempre) surpreende como coreografo que seduz e induz sua bailarina a ultrapassar seus limites, Winona Ryder como uma famosa bailarina decadente arrasa mesmo em poucos momentos em cena, contudo, é Mila Kunis que da um show como a rival da protagonista para adquirir o papel na peça. Mila divide com Portman uma das cenas mais picantes dos últimos anos e com certeza, essa jovem atriz ainda vai longe.
Com um ato final que presta uma homenagem grandiosa ao clássico Lago do Cisne, aliado a uma excelente fotografia, edição de arte, figurino e montagem, Cisne Negro é aquele tipo de filme que lhe deixa anestesiado. A projeção acaba na sua frente, mas você continua sentado porque o seu cérebro ainda esta administrando devido o que acabou assistir e seu corpo recusa a levantar porque você precisa respirar um pouco porque esta sem forças para caminhar. Darren Aronofsky desafia nossa mente e corpo e nos cinéfilos agradecemos, pois cinema não se vive apenas de entretenimento.

Curiosidades: O ator Vincent Cassel comparou seu personagem com George Balanchine, um dos fundadores do New York City Ballet. Segundo Cassel, Balanchine era "um verdadeiro artista, que tinha um controle neurótico e usava a sexualidade para comandar seus bailarinos";
Para as cenas de sexo mais fortes entre os personagens de Portman e Kunis (muito amigas na vida real), as duas sugeriram uns copos de drinques para quebrar o "gelo". Uma garrafa de tequila foi providenciada e foi reservado um dia e meio para filmar a sequência. O diretor, sentindo-se culpado, afastou-se durante o restante do dia;

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quarta-feira, 15 de junho de 2011

Cine Dicas: Lançamentos em DVD e Blu-Ray (15 06 11)

INVERNO DA ALMA
Sinopse: Aos 17 anos de idade Ree Dolly (Jennifer Lawrence) embarca em uma missão para encontrar seu pai depois que ele usa a casa de sua família como forma de garantir sua liberdade condicional e desaparece sem deixar vestígios. Confrontada com a possibilidade de perder a casa onde mora com seus irmãos pequenos e precisar voltar para a floresta de Ozark, Ree desafia os códigos e a lei do silêncio arriscando sua vida para salvar sua família. Ela desafia as mentiras, fugas e ameaças oferecidas por seus parentes e dessa forma começa a juntar a verdade sobre seu pai.
Mesmo em meio a crise criativa que o cinema americano passa atualmente, pelo menos, surgem esperanças de boas promessas futuras. Jovens atores e atrizes que vão surgindo e desempenhando um ótimo trabalho, como no caso de Jennifer Lawrence que brilha neste filme ao interpretar um jovem sofredora que tenta de todas as formas cuidar de seus irmãos menores e ao mesmo tempo procurar seu pai desaparecido, em meio a vizinhos cujas as atitudes podem ser um tanto que imprevisíveis.
Um retrato mais do que escancarado da violência e vida dura da região Missouri, EUA, onde os homens se sustentam por meios errados e as mulheres nada podem fazer a não ser obedecer. Porem, Jennifer Lawrence interpreta a típica personagem jovem forte que tanto o cinema americano gosta atualmente de apresentar em seus filmes (vide Hailee Steinfeld em Bravura Indômita) e mesmo com pouca idade, não deve em nada em termos de interpretação se comparada a outras atrizes veteranas no ramo. Dirigido por Debra Granik que também cuida na adaptação do roteiro (baseado no romance homônimo de Daniel Woodrell) o filme possui uma bela fotografia que transmite o frio e o lado ameaçador do cenário no qual os personagens moram.


TRABALHO INTERNO
Sinopse: Em 2008, uma crise econômica de proporções globais fez com que milhões de pessoas perdessem suas casas e empregos. Ao todo, foram gastos mais de US$ 20 trilhões para combater a situação. Através de uma extensa pesquisa e entrevistas com pessoas ligadas ao mundo financeiro, políticos e jornalistas, é desvendado o relacionamento corrosivo que envolveu representantes da política, da justiça e do mundo acadêmico.
Vencedor do Oscar de melhor longa documentário desse ano, o filme retrata de uma forma bem gradual, as sementes responsáveis pela crise de 2008, que não somente abalou os EUA, como também o mundo. O mais surpreendente no filme é o fato de que as coisas poderiam ter sido evitadas se ao menos tivessem tido mais cuidado desde a década de 80, mas a pergunta que fica é: Como eles iriam imaginar? O destaque fica pela cara de vergonha ou sem nenhuma explicação  plausível das pessoas responsáveis que poderiam ter evitado tudo aquilo. Narrado pelo ator Matt Damon, o filme por vezes é um tanto que cansativo e não possui o mesmo dinamismo de Uma Verdade Inconveniente, mas serve para criar um interessante retrato desse recente período que assombrou inúmeros países.


POESIA
Sinopse: Mija tem mais de 60 anos e vive com o neto adolescente numa pequena cidade do interior. Ela trabalha acompanhando um senhor deficiente e gosta de se vestir com roupas elegantes e coloridos chapéus. Sua atração por coisas simples e belas a leva a se inscrever em um curso de poesia onde se torna uma estudante aplicada. Sua sensibilidade parece estar afiada como nunca e sua visão do mundo não poderia ser mais positiva. Mas quando o neto se envolve no suicídio de uma colega a leveza com que Mija encara a vida entra seriamente em crise. Melhor Roteiro no Festival de Cannes 2010.
Em um mundo onde o espaço para a comunicação, ou seja, para o dialogo uns com os outros, esta cada vez em menor grau, uma personagem tenta buscar comunicação através do mundo ao seu redor, através das coisas que passam no decorrer da sua vida e ao longo do percurso tenta acima de tudo não se esquecer de si própria. Assim é Poesia, do diretor coreano. Chang Dong Lee que cria aqui a saga de Mija (Yoon Hee-jeong ótima) que apartir do ponto que sabe que tem mal de alzheimer, busca um modo de frear esse mau através da poesia, mas ao mesmo tempo que sofre por não conseguir encontrar uma inspiração para escrever um texto, enfrenta um grave problema vindo do seu neto, esse alias não possui ou tem alguma dificuldade em saber ter afinidade com a sua própria avo.
Colocamo-nos ao lado de Mia em seu trajeto e nos simpatizamos com ela perante um mundo hostil, que por muitas vezes ignora ela, seja pelo fato dela estar velha, seja pelo fato de ela ter um problema grave, isso é o que menos importa. É as pessoas que se esqueceram ou deixaram de ver o que tem de bom no mundo. Já a protagonista, mesmo com os problemas, esta viva e tenta achar algum significado no mundo em que vive, nem que para isso se arrisque em determinados momentos.
Chang Dong Lee cria aqui então o retrato do humano atual, de que ele esta morto ou cego ou sem tato para sentir o lugar ou a pessoa próxima, ou então simplesmente foi o sistema que fizeram nos tornarmos frios com relação a tudo ou a nos mesmo. Um bom exemplo disso é a reunião de pais que junto com Mia tentam de uma forma política e ao mesmo tempo fria sobre o assunto, tentar achar um modo de livrar seus filhos de um crime que eles cometeram e a única pessoa que demonstra uma reação desconcertada com relação à situação e a própria protagonista que por muitas vezes parece ignorar ou esquecer-se da situação que presenciou ou que terá que encarar.
Com o premio de melhor roteiro recebido a exatamente um ano no ultimo festival de Cannes, Poesia é uma produção simples mas cheia de conteúdo que nos faz fazer uma breve reflexão de nos mesmos se estamos ou não cada vez mais nos desligando do mundo. Pelo menos esse filme é um pequeno belo exemplo para se fazer acordar.

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terça-feira, 14 de junho de 2011

Cine Especial: STANLEY KUBRICK: Parte 6

De Olhos Bem Fechados
Sinopse: Bill Harford (Tom Cruise) casado com a curadora de arte Alice (Nicole Kidman). Ambos vivem o casamento perfeito até que, logo após uma festa, Alice confessa que sentiu atração por outro homem no passado e que seria capaz de largar Bill e sua filha por ele. A confissão desnorteia Bill, que sai pelas ruas de Nova York assombrado com a imagem da mulher nos braços de outro.
Em seu ultimo filme, Kubrick cria um universo de fantasias sexuais reprimidas através dos personagens de Tom Cruise e Nicole Kidman, no qual ambos passam por provas das quais podem ou não a serem levados a um caminho sem volta. Na época, Cruise e Nicole eram casados e alem de mostrarem sintonia fácil um com o outro, ambos tem seus melhores desempenhos na carreira, principalmente Cruise, que com o seu personagem, nos leva a uma viajem do submundo sexual onde pode lhe gerar satisfação ou perigo de vida.
Como sempre, o filme é hipnotizante e as cenas vão do real ao surrealista, num verdadeiro sonho acordado que nos faz nos confundir em vários momentos os nossos sentidos. Dentre as melhores cenas são com certeza quando o casal duela de igual para igual na interpretação, mas é Nicole que sobressai com sua personagem, onde ela confessa um segredo e daí se inicia os eventos a seguir da trama

Curiosidades: Para que o filme pudesse ser assistido por uma audiência mais jovem, a cena da orgia contém pessoas geradas por computador, que encobrem os atos sexuais mais explícitos.
A senha FIDELIO, utilizada por Bill para entrar na orgia, vem do latim "fidelis", que significa fidelidade.

Cine Dica: Em Cartaz: UM DIA MUITO ESPECIAL

UM DOS MAIORES CLASSICOS DA ITALIA, DE VOLTA NA CAPITAL GAUCHA.
Sinopse: Roma, 6 de maio de 1938. Benito Mussolini e Adolf Hitler se encontraram para selar a união política que, no ano seguinte, levaria o mundo à 2ª Guerra Mundial. Praticamente toda a população vai ver este acontecimento, inclusive o marido fascista de Antonietta (Sophia Loren), uma solitária dona de casa que conhece acidentalmente Gabriele (Marcello Mastroianni), seu vizinho, quando seu pássaro de estimação foge e ela o encontra pousado na janela do vizinho. Antonietta nunca falara com Gabrielle, que tinha sido demitido recentemente da rádio onde trabalhava por ser homossexual. Ela, por sua vez, era uma esposa infeliz e insegura pelo fato de não ter uma formação profissional. Gradativamente os dois desenvolvem um tipo muito especial de amizade.
Passado em um único ambiente, esse filme intimista, alem de expor com clareza a massificação de idéias que predominava na Itália fascista, acaba sendo um comovente retrato da repressão manifestada de forma pessoal e coletiva. Através das magníficas interpretações de Louren como uma angustiada esposa e dona de casa, e Mastroianni como o radicalista demitido devido sua opção sexual, Scola mostra de uma forma poética que almas de culturas diversas podem, por força das circunstancias, adquirir solidariedade afetiva e consciência sócio política.


Curiosidade: Este é o 5º de 10 filmes em que o diretor Ettore Scola e o ator Marcello Mastroianni trabalharam juntos. Os demais foram  Ciúme à Italiana (1970), Rocco Papaleo (1971), Nós Que Nos Amávamos Tanto(1974), Senhoras e Senhores, Boa-Noite (1976), O Terraço (1980), Maccheroni(1985), Casanova e a Revolução (1982), Che Ora É?(1989) e Splendor (1989).

Em Cartaz: CineBancários: Rua General Câmara, nº 424 - Centro Porto Alegre


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domingo, 12 de junho de 2011

Cine Especial: As estréias do cinema e um Vulcão intrometido

E ai gente. Andei meio ausente devido a outros afazeres e por conta disso acabei não postando mais como eu deveria, mas estou aqui para falar as ultimas do cinema e do que aconteceu comigo nos últimos dias.

Kung Fu Panda 2 - 3D
Sinopse: Em Kung Fu Panda 2 Po agora vive o seu sonho como o Dragão Guerreiro protegenfo o Vale da Paz juntamente com seus amigos e colegas mestres do Kung fu os Cinco Furiosos. Mas a nova e impressionante vida de Po é ameaçada pelo surgimento de um formidável vilão que planeja usar uma arma secreta e impossível de ser detida para conquistar a China e destruir o Kung fu. Po terá que rever seu passado e descobrir os segredos de suas misteriosas origens somente assim ele poderá revelar a força que necessita para vencer.

Namorados Para Sempre
Sinopse: Casados há vários anos e com uma filha Cindy (Michelle Williams) e Dean (Ryan Gosling) passam por um momento de crise vendo o relacionamento ser contaminado por uma série de incertezas. Dispostos a seguir em frente os dois tentam superar os problemas buscando no passado e no presente os motivos que o mantiveram unidos até este momento e os fizeram se apaixonar um pelo outro.


Qualquer Gato Vira Lata
Sinopse Tati gosta de Marcelo que gosta de namorar... Muitas garotas. Tati demonstra seu amor com sinceridade mas só consegue afastar Marcelo. Ao assistir a uma palestra do professor de biologia Conrado ela tem uma ideia: aplicar as polêmicas teorias dele em seu relacionamento. Conrado desenvolve um guia técnico de sedução a partir de Darwin comparando o comportamento dos jovens namorados com o dos animais. A tese é aplicada e tudo parece dar certo na reconquista de Marcelo. A experiência científica se complica quando o envolvimento do professor com a aluna deixa um cheiro de romance no ar.

Família Braz - Dois Tempos
Sinopse: O reencontro com personagens que foram objeto de outro filme A Família Braz . Os diretores atualizam a visão da nova classe média brasileira por meio de uma família da Vila Brasilândia na zona norte paulistana.


O VULCÃO METIDO A BESTA
Na sala de Imprensa aonde eu trabalho de um sindicato, tem um colega meu, Jose Luis Gomes Vieira que sempre fala que existe as vezes forças ocultas que prejudicam o nosso caminho e que com isso acaba não crescendo na vida. Às vezes fico pensando que ele pode estar certo, já que nestes últimos dias aconteceu a erupção vulcânica do Chile e que acabou prejudicando a visibilidade dos pilotos de aviões daqui do estado do RS e com isso, vários vôos foram cancelados, principalmente na sexta feira. Mas já vou avisando vocês que não viajo de avião, nunca viajei, mas então como isso me prejudicou?
Pelo simples fato que eu iria participar de um curso no Cine bancários sobre a vida e a obra do diretor Stanley Kubrick (2001: Uma Odisséia no Espaço) neste ultimo sábado e eu estava com muita ansiedade para participar do curso, já que Stanley é um dos meus diretores preferidos, principalmente pelo fato de ter sempre mantido sua própria visão em construir um filme de acordo com o que ele realmente achava para ser feito. Mas aconteceram as paralisações e o professor Sérgio Rizzo, que daria o curso, acabou não vindo e com isso, as atividades foram transferidas para o próximo sábado. Alem de ter que esperar mais uma semana, o curso será justamente num dia que iria participar de uma sessão e debate do Cineclube (Zero Hora) sobre o ultimo filme de Wood Allen, Meia Noite em Paris, e como eu irei optar pelo curso, irei perder essa sessão e debate que tanto gosto de participar, mas fazer o que né, uma coisa ou outra.
Eu penso que poderia ser pior, mas não custa tomar um banho de sal grosso de vez em quando hehehehehehe.

Para todos um ótimo inicio de semana e acompanhem o meu blog para saber as novidades de cinema, DVD e Blu-ray e as matérias especiais de determinados assuntos. Abraços a todos.