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Sócio e Diretor de Comunicação e Informática do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já mais de 100 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento, Cinesofia e Teoria Geek. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para marcelojs1@outlook.com ou beniciodeltoroster@gmail.com

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segunda-feira, 2 de março de 2009

Cine Curiosidades: O que nos faz nos pegarmos nos vendo mais de uma vez um filme?

Essa pergunta eu faço para mim mesmo quando me pego vendo toda a hora o mesmo filme mas o que leva eu ou outra pessoa a fazer isso?
Existe muitas respostas, como a pessoa se identificar em um dos personagens, quando a historia é realmente boa, significativa ou simplesmente quando a produção funciona em tudo, desde o elenco a produção caprichada e envolvente. Aqui eu solto a lista dos 5 filmes que mais eu me peguei assistindo inúmeras vezes

Ensaio Sobre a Cegueira

Fernando Meirelles é com certeza um dos melhores diretores que surgiram neste novo século e com serteza irá mais longe. Depois de Cidade de Deus e Jardineiro Fiel, Fernando teve a ousadia de adaptar para o cinema Ensaio Sobre a Cegueira de José Saramago que muitos consideraram uma historia infilmavel. Mais eis que Fernando consegue e o próprio autor adora. A trama narra uma inexplicável epidemia de cegueira e se passa em grande parte dentro de uma estrutura de confinamento para os que perderam a visão. Nos claustrofóbicos interiores, o Ensaio Sobre a Cegueira do trio vale-se de super exposição, foco e abstraccionismo sensível, mas usando apenas variações tonais dessaturadas que levam ao branco, com surpreendente resultado. Nos vazios exteriores do terceiro ato, um amálgama urbano formado por partes de São Paulo e Montevidéu, encontramos outro tipo de contraste e, enfim, o preto - na seqüência mais "cega" do filme, excepcional.
Como sempre Fernando faz uma exelente montagem de imagens fazendo nos algumas vezes não enxergar o que esta acontecendo (como o criticado estupro coletivo), as vezes os rostos dos personagens são cortados dos lados do canto da imagem fazendo que agente se esforce um pouco para ver quem esta passando na tela. Destaco a otima perfomasse de Juliane Moore que aqui carrega o fardo de ser a única com visão e acaba por entender que todos precisam dela, aja o que houver. Um dos melhores filmes do ano passado que foi infelizmente injustiçado no ultimo Oscar e neste momento é o filme que mais estou vendo toda hora, pelo menos serviu para tirar um vicio de ficar vendo o filme que falarei logo abaixo

Cheiro no Ralo

Nunca imaginei que um dia me pegaria vendo um filme brasileiro tantas vezes. Desde a retomada do cinema brasileiro em 1994, o nosso cinema mostrou todo o esforço possível para fazer obras a ser reconhecidas tanto para critica e para o publico e para o mundo afora. Com isso surgiram pérolas como Cidade de Deus, Tropa de Elite, Central do Brasil e dentre outros. Mas foi um pequeno filme que me pegou de vez.
Neste filme somos apresentados a Lourenço (Selton Mello espetacular), um comprador de objetos usados, vive enfornado em um galpão, protegido dos fracassados do mundo por uma secretária e um segurança. Lourenço é noivo, come estrogonofe, dirige uma Veraneio e leva a vida de forma comum. Porém, conforme aumenta o cheiro desagradável que vem do ralo do banheiro de seu escritório, começam suas obsessões... um olho de vidro, uma bunda continental... na mente de Lourenço, tudo está conectado, além de é claro humilhar as pessoas que chegam até ele vendendo coisas usadas.
Heitor Dhalia que antes havia feito o elogiado Nina faz com pouquíssimos recursos um filme cheio de conteúdo e um show de montagem e fotografia, isso sem falar na metamorfose de Selton Mello interpretando o Lorenço, um personagem que por mais que seja terrivel com o seu proximo, conseguimos nos identificar com ele, pelo fato de todos nos termos um lado sombrio querendo despertar sempre, no caso de Lorenço foi o cheiro do ralo que despertou seu lado perverso.
Um filme que mistura de tudo um pouco, desde a drama a maior comédia de humor negro, indispensável.

Blade Runner

Nem vou começar a dizer do porque vejo tantas vezes esse filme, para isso basta ler a matéria que eu já escrevi sobre essa obra prima no link abaixo, e desde já fiquem com video acima escolhido a dedo por mim

http://cinemacemanosluz.blogspot.com/2008/09/sesso-clssicos-blade-runner.html

Deby Loyde

Momento de confissão: Se não fosse por minha mãe não sei se veria tantas vezes esse filme, mas foi por causa dela que vi esse filme até enjoar. Acho que foi em 97 ou 98 que gravei esse filme na Tela Quente numa fita de VHS, daí foi só minha mãe assistir que queria ficar vendo toda hora, desde comigo ou quando eu saia ela queria que eu deixasse. No fim acho que ela acabou vendo mais do que eu, mas eu acabei vendo tanto também que acabei gravando cada frase do filme, sabendo o que eles iriam dizer logo em seguida. Mas o filme em si é realmente uma otima comédia misturada com o género Rodie Movie, Jim Carrey no auge da carreira está em sua melhor forma gerando inúmeros momentos antologicos como na parte do sonho em que se a pessoa não rir neste momento tem um problema bem sério. A surpresa fica para o ator sério Jefi Deniels que aqui interpreta Deby, o melhor amigo de Loyde (Carrey) que chega a ser tão idiota quanto o outro e também tem os seus grandes momentos na trama como o Hilário passeio na neve.
Com isso esse filme foi visto tantas vezes em VHS que a fita se desgastou de vez, pelo menos recuperei essa grande comédia em DVD.


TITANIC

Ok, ok, acho que todo mundo chegou em um estagio que ninguém mais aguenta ouvir mais falar de Titanic, mas não há como negar que o filme chegou a um ponto em fazer pessoas, que nunca tinha ido no cinema, assistir o filme inumeras vezes. Titanic vi realmente inúmeras vezes, no cinema vi cinco vezes e em VHS perdi a conta e realmente devo muito ao filme de James Cameron, primeiro porque foi apartir deste que realmente fiquei viciado a sétima arte e segundo foi por causa desse filme que me fez sair sozinho de casa para a capital, SERIO. Eu moro em Guaiba e naquele tempo em 97 não me imaginava ir sozinho para Porto Alegre mas quando o filme chegou em cartaz algo me fez fazer pedir para o meu pai me deixar de carro por la mas daí eu fosse embora sozinho para casa e mesmo ele relutante deixou que eu fizesse isso.
Com isso comecei a vir em seguida para a capital sozinho e consegui um emprego por aqui caminhando sozinho. Para se ver, um filme serviu para eu amadurecer. Quem disse que filmes não mudam a vida das pessoas?

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